Operação da PF investiga repasses de Mario Frias, não de Daniel Vorcaro; entenda
A operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (10/9), tenta rastrear o financiamento de Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas não tem relação com os repasses de Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o filme.
A PF cumpre hoje mandados de busca ligados à suspeita de irregularidades no destino de emendas parlamentares e tem como alvo o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que teve seu celular apreendido, segundo a GloboNews. Frias é roteirista e produtor-executivo do filme.
Outro alvo da PF hoje é a empresária Karina Ferreira da Gama. Ela é responsável pelo Instituto Conhecer Brasil, que recebeu R$ 2 milhões em emendas destinadas por Frias e também é proprietária da GoUp Entertainment, produtora de Dark Horse.
A sobreposição entre os negócios dos dois levantou a suspeita de que parte dos recursos das emendas possa ter sido usada para custear a produção do filme.
A suspeita consta de uma proposta de fiscalização e controle apresentada pelos deputados federais Dimas Gadelha (PT-RJ) e Pedro Uczai (PT-SC).
A operação de hoje foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. Ele é o responsável pelo processo a respeito dos suspostos desvios de emandas parlamentares.
Já o processo que apura se houve irregularidade nos US$ 12,3 milhões repassados por Vorcaro para o filme a pedido do senador Flávio Bolsonaro acontece em paralelo e tem relatoria de outro ministro, André Mendonça. Ele é o responsável por todo o caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF).

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