'Crise no STF traz eleitor evangélico de volta para Flávio Bolsonaro'
Para Renato Meirelles, fundador do Instituto Locomotiva e do Data Favela, que estuda a classe média brasileira há mais de duas décadas, a crise instalada no Supremo dá “um ânimo gigantesco ao eleitor bolsonarista que estava dando meio como certa a eleição do Lula".
Outro ponto que ele destaca é o discurso religioso vinculado à crise. Na semana passada, o ministro André Mendonça, que é pastor evangélico, publicou um vídeo em suas redes sociais agradecendo as mensagens de "oração e carinho".
"Suas preces a Deus têm sido fundamentais para me sustentar", dizia o ministro.
Em seguida, Michelle Bolsonaro afirmou que Mendonça é "escolhido e ungido do Senhor".
Para Meirelles, essas publicações apontam para um caminho: "A crise do Supremo traz para a mesa um outro elemento, que pouca gente está prestando atenção, que é o Flávio Bolsonaro voltar a ter como cabo eleitoral a massa evangélica", disse ele em entrevista à repórter Marina Rossi.
Para ele, "transformar essa jornada do Supremo em uma cruzada é a forma mais eficiente para que o eleitorado bolsonarista consiga recuperar a força que a Michelle Bolsonaro tinha deixado em cima da mesa."




