AO VIVO, STF tem maioria pelo afastamento de diretor-geral da PF, mas julgamento está suspenso por Gilmar Mendes; acompanhe

André Mendonça pede o afastamento de Andrei Rodrigues da PF e dois ministros votam por manter determinação, formando maioria na decisão. Gilmar Mendes pede vista e suspende julgamento.

Pontos-chave

Cobertura ao Vivo

  1. Ministro de Lula diz que medida de Mendonça é 'descabida' e tem 'cheiro eleitoral'

    O ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula, foi a uma rede social se pronunciar sobre o afastamento de Andrei Neto e Leando Almada da PF.

    Para ele, a medida tem "cheiro eleitoral", é "descabida" e uma "intromissão".

    "Ninguém está acima da lei. Com base nessa referência a decisão do Ministro André Mendonça no que tange o pedido de afastamento do delegado da polícia federal é descabida e uma intromissão onde não lhe cabe. Apurar eventuais indícios de delitos está correto. Mas essa medida me cheira como eleitoral. Isso não pode! O STF precisa tomar providências", escreveu Guimarães na rede social X.

  2. Decisão de Mendonça afasta também delegado que investigou morte de Marielle Franco

    Leandro Almada

    Crédito, Geraldo Magela/Agência Senado Fonte: Agência Senado

    O delegado Leandro Almada também foi afetado pela decisão de André Mendonça e está afastado da PF.

    Almada ficou conhecido nacionalmente por ter feito parte do grupo de policiais federais criado para atuar no caso da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

    Ele também ganhou notoriedade por comandar a Superintendência da PF no Rio de Janeiro entre 2023 e 2024. Almada também já comandou as superintendências da PF no Amazonas e na Bahia.

  3. Número 2 da PF sai em defesa de Andrei: 'Não nos deixaremos abalar por ataques, venham de onde vier'

    William Marcel Murad

    Crédito, Marcos Oliveira/Agência Senado

    O diretor-executivo da Polícia Federal, William Marcel Murad fez defesa pública do diretor-geral Andrei Rodrigues.

    Murad, o segundo na hierarquia da corporação, disse, durante discurso na cerimônia de abertura do LXIII Curso de Formação Profissional (CFP) para agente de Polícia Federal, que a instituição resistirá a "ataques".

    "Não nos deixaremos abalar por ataques, venham de onde vier. E aqui, reafirmamos, reafirmo, nossa total confiança na direção geral, no diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O momento exige serenidade, mas saberemos atravessar essa tempestade como tantas vezes o fizemos", disse.

    "Saber que trabalhamos estritamente dentro da lei, e comprometidos exclusivamente com o interesse público nos mantém confiantes de que a verdade dos fatos, que buscamos incansavelmente em nossas investigações, prevalecerá."

    Murad se pronunciou no Teatro de Arena da Academia Nacional de Polícia (ANP), em Brasília.

    Andrei Rodrigues era a autoridade esperada para abrir formalmente o curso de formação de novos agentes, mas não compareceu.

  4. Caso Master pode ser anulado por causa de crise entre ministros do STF?

    Edifício do Banco Master protegido por tapumes e com a logomarca do banco coberta por plástico, em São Paulo,

    Crédito, NELSON ALMEIDA / AFP via Getty Images

    A crise sem precedentes vivida pelo STF, com troca de alegações e pedidos de investigação entre André Mendonça e Alexandre de Moraes, tem gerado questionamentos sobre uma possível anulação do caso que investiga o Banco Master.

    Caso mais famoso, a Lava Jato se desmantelou após o vazamento de conversas do celular do então chefe da força-tarefa da operação, Deltan Dallagnol, mostrar interações suspeitas entre ele e o juiz Sergio Moro, em 2019.

    Depois, o STF considerou que Moro não agiu com imparcialidade e anulou uma série de processos criminais, incluindo as condenações do presidente Lula.

    Especialistas consultados pela BBC News Brasil respondem sobre os rumos que essa crise pode tomar. Leia a reportagem completa aqui.

  5. Segunda Turma do Supremo tem maioria pelo afastamento do diretor da PF

    O pedido de André Mendonça, pelo afastamento de Andrei Rodrigues da chefia da Polícia Federal, teve maioria na Segunda Turma. Isso significa que o afastamento está mantido.

  6. Supremo tem maioria pelo afastamento de Andrei Rodrigues; o que aconteceu até agora

    Se você está chegando agora, essas são as principais informações que precisa saber sobre o agravamento da crise no Supremo Tribunal Federal:

    • O ministro André Mendonça, do STF, pediu o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa.
    • Mendonça também pediu uma sessão virtual extraordinária na Segunda Turma do Supremo para deliberar sobre seu pedido.
    • A sessão já aconteceu e durou poucos minutos, já que o ministro Gilmar Mendes pediu mais tempo para analisar o processo, suspendendo o julgamento.
    • No entanto, dois ministros adiantaram seus votos: Luiz Fux e Kassio Nunes Marques votaram com o relator, André Mendonça, pelo afastamento de Andrei Rodrigues.
    • Assim, a Segunda Turma, formada por cinco ministros, já tem maioria pelo afastamento de Rodrigues.
    • O estopim da crise na semana passada, quando Mendonça, relator do inquérito do Banco Master no STF, retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que reunia informações sobre as interações entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
    • Os diálogos mostram que o banqueiro cobrava atenção especial aos pagamentos do contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, comandado por Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.
    • Moraes então reagiu e pediu ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, que analisasse acusações contra o colega da Corte por irregularidades na condução de inquéritos.
    • Em despacho no âmbito do Inquérito das Fake News, do qual é relator, Moraes apresentou relatórios de inteligência da PF que, segundo ele, indicariam que Mendonça teria cometido, "em tese", improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e abuso de autoridade, além de ter comprometido a "imparcialidade judicial" e favorecido "determinados grupos políticos" ao atuar como relator de casos envolvendo o escândalo do INSS e o Banco Master.
    • Diante disso, o presidente da Corte, Edson Fachin, solicitou formalmente esclarecimentos a Moraes e Mendonça, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de Andrei Rodrigues. O presidente do STF deu prazo de cinco dias para que os envolvidos se manifestassem sobre a crise.
    • Na sexta-feira, Fachin retirou a análise contra Mendonça do caso do âmbito do inquérito das Fake News.
  7. O pedido de vista feito por Gilmar Mendes suspende o julgamento.

    No entanto, outros dois ministros adiataram o voto: Luiz Fux e Kassio Nunes Marques votaram com o relator, André Mendonça, pelo afastamento de Andrei Rodrigues da PF.

    Como a Segunda Turma é formada por cinco ministros, já há maioria pelo afastamento de Rodrigues.

  8. Gilmar Mendes pede vista no processo

    Gilmar Mendes com expressão séria

    Crédito, EVARISTO SA/AFP via Getty Images

    Na sessão extraordinária do Supremo agora pela manhã, o ministro Gilmar Mendes pediu vista no processo que pede a saída de Andrei Rodrigues da Polícia Federal.

  9. Entenda a escalada da crise no Supremo

    O estopim da crise no Supremo ocorreu no início da semana passada, quando o ministro André Mendonça, relator do inquérito do Banco Master no STF, retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que reunia informações sobre as interações entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

    Os diálogos mostram que o banqueiro cobrava atenção especial aos pagamentos do contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, comandado por Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.

    Em despacho no âmbito do Inquérito das Fake News, do qual é relator, Moraes apresentou relatórios de inteligência da PF que, segundo ele, indicariam que Mendonça teria cometido, "em tese", improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e abuso de autoridade, além de ter comprometido a "imparcialidade judicial" e favorecido "determinados grupos políticos" ao atuar como relator de casos envolvendo o escândalo do INSS e o Banco Master.

    Entre as situações, o despacho acusa Mendonça de ter ordenado "diligência investigatória policial para a produção ilegal de provas contra o ministro Alexandre de Moraes".

    Diante disso, Fachin solicitou formalmente esclarecimentos a Moraes e Mendonça, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O presidente do STF deu prazo de cinco dias para que os envolvidos se manifestassem sobre a crise.

    Na sexta-feira (4/9), Fachin retirou a análise contra Mendonça do caso do âmbito do inquérito das Fake News. No mesmo dia, durante evento ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que a crise no tribunal reforçava a necessidade de encerrar a investigação.

  10. Mendonça menciona 'monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Corte'

    Em sua decisão desta terça, Mendonça afirma que Andrei Rodrigues, como diretor da PF, encaminhou a Moraes ao menos seis "relatórios de inteligência" produzidos de forma sigilosa entre 3 e 31 de agosto de 2026.

    O magistrado aponta ainda um monitoramento irregular por parte da inteligência policial "ao menos há mais de 30 dias".

    "Trata-se de monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Corte do país, o que por si só revela a gravidade da situação", diz o magistrado no documento.

  11. Sessão extraordinária no Supremo foi convocada para hoje

    Na mesma decisão, Mendonça pediu o afastamento do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa.

    O ministro solicitou a convocação de uma sessão virtual extraordinária da Segunda Turma do STF para referendar a decisão ainda nesta terça-feira.

  12. Mendonça afasta Andrei Rodrigues da PF e agrava crise no Supremo

    O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8/9) o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

    Em sua decisão, Mendonça determina a abertura imediata de procedimentos investigativos criminais e administrativo-disciplinares contra Rodrigues na Corregedoria da PF.