AO VIVO , Eleições nos EUA: economia é principal preocupação dos americanos ao votar, aponta pesquisa; primeiras urnas fecham em breve; siga

O que esperar dos resultados das midterms, que vão definir a composição da Câmara dos Representantes e do Senado e terá grande impacto no restante do mandato de Donald Trump e na relação com o Brasil.

Pontos-chave

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Cobertura ao Vivo

Por Iara Diniz, Rute Pina, Mariana Alvim, Thais Carrança, Pedro Martins e Daniel Gallas, da BBC News Brasil em São Paulo e Londres

  1. Pesquisa: Maioria dos eleitores considera a economia 'não muito boa' ou 'ruim'

      • Author, Chris Jeavans
      • Role, Jornalista de dados

    A maioria dos eleitores americanos nestas eleições de meio de mandato tem uma visão negativa da situação da economia nacional, segundo a ampla pesquisa eleitoral sobre a qual falamos agora há pouco.

    Cerca de 75% dos entrevistados afirmaram que a economia está em uma situação "ruim ou não muito boa", enquanto 25% disseram que ela está "excelente ou boa". Quanto às finanças de suas próprias famílias, 44% das pessoas disseram que a situação está pior do que há dois anos; 38% afirmaram que está praticamente igual, e 18% disseram que está melhor.

    Esses dados vêm de um levantamento que inclui pesquisas realizadas com eleitores — tanto aqueles que votaram antecipadamente quanto os que votaram presencialmente — para a Câmara dos Representantes. Vale lembrar que estes são números iniciais e que os dados serão atualizados ao longo da noite.

    PESQUISA COM ELEITORES: Economia

    Você acha que a situação da economia do país está:

    • Excelente ou boa: 25%
    • Não tão boa ou ruim: 75%

    Fonte: Pesquisa com eleitores conduzida pela SSRS para a Associated Press (AP) e outras organizações.

    Amostra: 39.963 entrevistados. Dados coletados até 21h29 GMT (16h29 EST) de 3 de novembro.

    Observação: Todas as pesquisas têm margem de erro, que tende a ser maior para grupos menores. Pequenas diferenças podem não ser estatisticamente significativas.

  2. Faltam 30 minutos para as primeiras urnas fecharem; resultados são esperados em breve

    Várias pessoas votando em ginásio

    As primeiras urnas a fechar serão nos Estados do Kentucky e de Indiana às 20h do horário de Brasília. Os primeiros resultados devem sair pouco depois disso.

    Depois, às 21h, será a vez de Flórida, Georgia, Carolina do Sul, Indiana, Vermont, Virgínia e New Hampshire.

  3. Economia é principal preocupação dos eleitores no momento do voto, aponta pesquisa

      • Author, Chris Jeavans
      • Role, Jornalista de dados
    Dólares

    Eleitores em todos os Estados Unidos apontaram a economia como sua principal preocupação ao votarem nessa eleição de meio de mandato.

    Cerca de 39% dos participantes de uma pesquisa que ouviu mais de 79 mil pessoas afirmaram que essa é a questão mais importante enfrentada pelo país.

    A situação da democracia ficou em segundo lugar, apontada como a principal preocupação por 32% dos entrevistados, seguida pela imigração, com 14%.

    Saúde, política externa e criminalidade foram citadas como a principal preocupação por uma parcela menor de eleitores.

    O levantamento foi feito tanto com eleitores que votaram antecipadamente quanto com aqueles que votaram presencialmente.

    A pesquisa é realizada pela empresa SSRS, a serviço de um consórcio de veículos de imprensa dos EUA. Vale lembrar que esta é a primeira leva de dados; portanto, os números podem passar por alterações ao longo da noite.

    PESQUISA COM ELEITORES: Qual destes seis temas é o mais importante para o país?

    • A economia: 39%
    • O estado da democracia: 32%
    • Imigração: 14%
    • Saúde: 8%
    • Política externa: 4%
    • Crime: 3%

    Fonte: Pesquisa com eleitores realizada pela SSRS para a AP e outras organizações.

    Amostra: 79.727 entrevistados. Dados coletados às 21h29 GMT (16h29 EST) de 3 de novembro.

    Nota: Todos os resultados estão sujeitos a uma margem de erro, que tende a ser maior em grupos menores. Diferenças pequenas entre os resultados podem não ser estatisticamente significativas.

  4. Quais são as principais disputas?

    James Talarico
    Legenda da foto, James Talarico pode se tornar o primeiro democrata a conquistar uma vaga no Senado pelo Estado do Texas desde 1988

    Seis disputas pelo Senado são consideradas indefinidas pelo Cook Political Report, publicação independente especializada em análises eleitorais: Alasca, Kansas, Iowa, Maine, Ohio e Texas.

    A lista incluía anteriormente Michigan, mas o Cook Political Report mudou recentemente a classificação do Estado de "disputa indefinida" para "tendência democrata".

    Os seis Estados que permanecem na categoria de disputa indefinida são atualmente representados por republicanos no Senado.

    Para alcançar 51 cadeiras e assumir o controle da Casa, os democratas precisariam vencer três dessas disputas, além de outras cinco classificadas como provavelmente democratas ou com tendência democrata.

  5. O último grande teste eleitoral para Donald Trump

      • Author, Sarah Smith
      • Role, Editora em Washington DC
    Donald Trump

    As eleições de meio de mandato representam o último grande teste eleitoral para Donald Trump antes do fim de seu mandato, em 2028.

    Ele diz ter aceitado que não pode concorrer a um terceiro mandato como presidente. Portanto, não enfrentará novamente o escrutínio dos eleitores.

    Depois disso, ele não terá motivos para fazer campanha ou organizar comícios pelo país, nos quais possa desfrutar da adoração de seus apoiadores fiéis.

    Assim que as eleições de meio de mandato terminarem, o presidente Trump começará, aos poucos, a sentir seu poder político se esvair — mesmo que o Partido Republicano tenha um desempenho melhor do que as pesquisas de opinião sugerem.

    Todo presidente americano acaba perdendo força política ao entrar nos dois últimos anos de seu mandato. Todos sabem que ele não permanecerá no cargo por muito mais tempo, e as atenções logo se voltam para quem poderá ser o próximo presidente.

    Essa deve ser uma perspectiva difícil para qualquer presidente.

    Para Trump, será algo particularmente doloroso.

  6. EM FOTOS: Eleitores vão às urnas em todo o país

    Das ruas de Nova York às áreas rurais de Ohio e às cidades litorâneas da Califórnia, americanos de todo o país estão saindo hoje para votar presencialmente.

    Pessoas votam no local de votação Barn at Bull Meadow, em Concord, New Hampshire
    Legenda da foto, Pessoas votam no local de votação Barn at Bull Meadow, em Concord, New Hampshire
    Eleitores formam fila para votar antes da abertura das seções eleitorais em Edinburg, Ohio
    Legenda da foto, Eleitores formam fila para votar antes da abertura das seções eleitorais em Edinburg, Ohio
    Eleitores votam no Brooklyn, em Nova York
    Legenda da foto, Eleitores votam no Brooklyn, em Nova York
    Vários flamingos de 8 metros de altura estão expostos do lado de fora de um local de votação em West Palm Beach, na Flórida
    Legenda da foto, Vários flamingos de 8 metros de altura estão expostos do lado de fora de um local de votação em West Palm Beach, na Flórida
    Uma eleitora deposita seu voto em uma urna de coleta postal no dia da eleição em Santa Monica, Califórnia
    Legenda da foto, Uma eleitora deposita seu voto em uma urna de coleta postal no dia da eleição em Santa Monica, Califórnia
  7. A mulher negra que pode fazer história na Geórgia

      • Author, Asma Khalid
      • Role, Apresentadora do The Global Story Podcast
    Keshia Lance Bottoms

    Nunca uma mulher negra foi eleita governadora de qualquer estado na história dos Estados Unidos. A democrata Keshia Lance Bottoms poderá fazer história caso vença na Geórgia hoje.

    A ex-prefeita democrata de Atlanta disputa uma eleição acirrada contra o republicano Rick Jackson, um empresário bilionário e executivo do setor de saúde.

    A Geórgia não tem um governador democrata há mais de 20 anos. Esta é a terceira vez consecutiva que os democratas escolhem uma mulher negra como sua candidata ao governo estadual.

    Stacey Abrams foi derrotada em 2018 e 2022 pelo atual governador republicano, Brian Kemp, que encerra seu último mandato este ano e tem mantido uma popularidade significativa.

    Como um reflexo do desafio que Bottoms enfrenta, encontrei eleitores que estão dividindo seus votos: escolhendo o democrata Jon Ossoff para o Senado e Rick Jackson para o governo, ou votando em Ossoff e deixando o campo para governador em branco.

    Durante seu período como prefeita de Atlanta, Bottoms foi alvo de intenso escrutínio devido a questões relacionadas à segurança pública e à criminalidade durante os períodos de confinamento da Covid-19. A situação tornou-se tão polêmica que alguns moradores de um bairro nobre de Atlanta, conhecido como Buckhead, chegaram a tentar a emancipação.

  8. Haverá pesquisa de boca de urna?

    Mais ou menos, ou não da forma como você talvez conheça.

    Não é como em eleições passadas no Brasil, onde a pesquisa de boca de urna previa o resultado geral — nas eleições brasileiras deste ano, não houve boca de urna, porque a apuração se tornou rápida demais.

    Essa consulta aos eleitores dos Estados Unidos nos dará a primeira grande pista sobre o que motivou as pessoas no dia da eleição.

    As primeiras análises dessa ampla pesquisa com o eleitorado americano serão divulgadas em pouco menos de uma hora, às 19h pelo horário de Brasília.

    Ela coleta a opinião de dezenas de milhares de pessoas sobre suas principais preocupações em relação ao país — e, ao longo da noite, poderemos observar como essas respostas variam de acordo com a idade, o gênero, o nível de escolaridade e outros dados demográficos.

  9. A difícil semana do governo Trump nos tribunais

      • Author, Kayla Epstein
      • Role, Da BBC News nos Estados Unidos
    Trump com olhar sério, em estacionamento

    Ao longo dos últimos meses, o Departamento de Justiça dos EUA apresentou ações judiciais relacionadas ao processo eleitoral em estados como Califórnia e Alasca — a maioria delas considerada sem precedentes.

    Recentemente, os processos movidos tanto pelo governo federal quanto por grupos externos têm representado um desafio árduo para a administração Trump.

    Veja um resumo do que aconteceu esta semana:

    • Ontem, a Suprema Corte dos EUA rejeitou prontamente um pedido do governo para excluir os votos de cerca de 20 mil eleitores na Califórnia — pessoas que, segundo a administração, seriam suspeitas de não serem cidadãs americanas. O caso já havia sido derrotado em instâncias inferiores.
    • Após um intenso embate jurídico, um tribunal de apelações decidiu anular uma ordem de primeira instância que impedia a administração Trump de ameaçar autoridades eleitorais da Califórnia com processos criminais por conta de votos supostamente dados por não cidadãos. A decisão do tribunal de apelações representa uma vitória parcial para o governo.
    • No fim de semana, um juiz federal no Alasca rejeitou uma ação do governo que visava impedir a certificação dos resultados da eleição para o Senado, caso o atual senador republicano fosse derrotado.

    São os estados — e não o governo federal — que conduzem as eleições. Especialistas afirmam que, por esse motivo, as ações da administração Trump são extremamente atípicas. É possível que surjam ainda mais disputas judiciais após o encerramento da votação.

  10. Ohio: ex-senador democrata tenta voltar ao cargo em disputa que põe à prova políticas econômicas de Trump

    Nesta imagem composta, Jon Husted está à esquerda e Sherrod Brown à direita. Ambas as fotos mostram a pessoa da cintura para cima. Husted veste um paletó azul-royal e uma camisa xadrez azul e branca com a gola aberta. Ele parece estar em um comício. Brown veste um casaco de lã com zíper e fala ao microfone do lado de fora, com a mão direita levantada.
    Legenda da foto, Na disputa por Ohio, Jon Husted (à esquerda), que substituiu JD Vance, enfrenta Sherrod Brown (à direita), que busca uma recuperação

    Trump venceu este estado com facilidade em 2024, e ninguém considerava, um ano atrás, que ele estaria em disputa nas eleições de meio de mandato.

    Mas o senador republicano Jon Husted está em um empate técnico com o democrata Sherrod Brown, que tenta recuperar seu antigo cargo, depois de representar Ohio no Senado por muitos anos antes de perder a cadeira.

    Husted foi nomeado para a cadeira no Senado em 2025, após a saída do vice-presidente JD Vance, e agora concorre para cumprir o restante do mandato de Vance.

    Ele promete usar sua experiência empresarial para gerar empregos e crescimento em Ohio.

    Em outro ciclo eleitoral, provavelmente seria o favorito para vencer neste antigo estado-pêndulo, que se tornou consistentemente republicano na era Trump.

    Mas Husted enfrenta um desafio formidável com Brown como adversário, já que o democrata possui grande reconhecimento público por ter representado Ohio no Congresso por três décadas.

    Brown é conhecido como defensor dos trabalhadores e defendia políticas de populismo econômico muito antes de outros integrantes de seu partido.

    A disputa é um referendo sobre as políticas econômicas de Trump, em particular suas guerras comerciais, que afetaram as indústrias manufatureira e automobilística que sustentam a economia de Ohio.

  11. Kansas: disputa acirrada em estado tradicionalmente seguro para republicanos reflete insatisfação com Trump

    Roger Marshall aparece à esquerda, nesta imagem composta, e Adam Hamilton, à direita. Ambos são retratados da cintura para cima. Marshall veste terno azul-royal, gravata azul e camisa branca. Ele parece estar falando em um palco. Hamilton veste paletó xadrez e camisa azul-clara com o colarinho aberto e fala ao microfone, segurando-o com a mão esquerda.
    Legenda da foto, No Kansas, tanto o atual senador Roger Marshall (à esquerda) quanto o adversário Adam Hamilton (à direita) destacam que pertencem à quinta geração de suas famílias no estado.

    Uma vitória democrata no Kansas encerraria 94 anos de história: a última vez que este estado do Meio-Oeste elegeu um senador democrata foi em 1932.

    O senador Roger Marshall é o republicano que tenta evitar uma derrota humilhante, enquanto o candidato estreante e pastor metodista Adam Hamilton é o democrata que tenta quebrar recordes.

    Marshall se alinhou estreitamente a Trump, apresentando-se como um candidato favorável aos agricultores.

    Hamilton, que chegou a considerar uma candidatura independente, se apresenta como alguém capaz de superar as divisões partidárias. Sua campanha tem se concentrado, em grande parte, na redução dos custos de vida e na proteção do acesso à assistência médica.

    O republicano tentou atacar o histórico do democrata como pastor, descrevendo-o como "progressista demais" para o estado conservador.

    Marshall, por sua vez, tem sido alvo de escrutínio desde que surgiram relatos de que processou pacientes que não conseguiam pagar suas contas médicas. Ele disse à Fox News que a reportagem era uma tentativa de difamação da imprensa de esquerda e de democratas influentes.

    A disputa acirrada é amplamente vista como um possível sinal preocupante para os republicanos.

    Uma vitória de Hamilton seria interpretada como um sinal de crescente insatisfação com as políticas de Trump — particularmente na área econômica — em um território que antes era considerado seguro para o partido.

  12. Califórnia pode aprovar primeiro imposto sobre bilionários no mundo

    Mark Zuckerberg, chefe da Meta, Kim Kardashian, cofundadora da Skims e estrela de reality show, e Jensen Huang, CEO da Nvidia, em fotos lado a lado.
    Legenda da foto, Mark Zuckerberg, Kim Kardashian e Jensen Huang poderão ser taxados

    Poucos lugares no planeta têm tantos moradores ultrarricos quanto a Califórnia, estado americano conhecido pelo glamour, pelas mansões à beira-mar e por abrigar pessoas ricas e famosas.

    Agora, os eleitores estão prestes a decidir se os super-ricos do estado — entre eles a magnata da mídia Oprah Winfrey, o presidente da Meta, Mark Zuckerberg, Kim Kardashian, cofundadora da Skims e estrela de reality shows, e o cineasta George Lucas — devem desembolsar bilhões de dólares para financiar melhorias na área da saúde.

    A Proposição 40 tem como objetivo instituir um imposto único de 5% sobre o patrimônio líquido de todos os bilionários da Califórnia. A iniciativa pretende arrecadar US$ 100 bilhões (cerca de R$ 496 bilhões) para compensar cortes no financiamento federal do sistema de saúde do estado.

  13. Mais de um terço dos eleitores de Michigan votaram antecipadamente

      • Author, Nada Tawfik
      • Role, Correspondente em Detroit, Michigan
    Eleitora em trajes muçulmanos deixa um local de votação
    Legenda da foto, Uma das disputas acompanhadas mais de perto para o Senado ocorre em Michigan

    Mesmo antes da abertura das urnas hoje, a votação antecipada já havia superado, de forma expressiva, a das últimas eleições de meio de mandato em locais com disputas acirradas para o Senado.

    Aqui em Michigan, mais de 2,3 milhões de eleitores votaram antecipadamente. Isso representa mais de um terço do eleitorado registrado no estado.

    Os democratas estão otimistas com esses números.

    A deputada democrata Debbie Dingell tem um histórico sólido de acertos ao prever o resultado neste estado decisivo — inclusive antes da eleição de 2016, vencida pelo presidente Trump.

    Com base em conversas que manteve com diversos grupos, ela acredita que a disputa está pendendo para o candidato de seu partido ao Senado, Abdul El-Sayed.

    Ele tem subido cada vez mais nas pesquisas de intenção de voto. Além disso, o Cook Political Report — uma publicação independente e respeitada — alterou sua previsão para Michigan, passando de "disputa indefinida" para "tendência democrata".

    Até a semana passada, mais de 43 milhões de eleitores já haviam votado em todo o país, e a participação eleitoral total caminhava para superar a registrada em 2020.

  14. Iowa: atleta paralímpico enfrenta ex-âncora de telejornal em disputa acirrada pelo Senado

    Nesta imagem composta, Ashley Hinson está à esquerda e Josh Turek à direita. Ambas as fotos mostram apenas o rosto e os ombros. Hinson veste uma blusa preta e azul-royal estampada e usa óculos. Turek veste uma camisa escura.
    Legenda da foto, Ashley Hinson, ex-repórter de notícias locais, enfrentará o ex-jogador de basquete Josh Turek em Iowa

    Trump foi a Iowa em seu último dia de comícios de campanha, tamanha é a importância do estado. As pesquisas apontam uma disputa indefinida entre a republicana Ashley Hinson, ex-apresentadora de telejornal, e o democrata Josh Turek, que conquistou medalhas de ouro no basquete em duas edições dos Jogos Paralímpicos.

    Agricultura, tarifas e Trump emergiram como questões-chave nesta disputa eleitoral acirrada.

    A republicana se distanciou ligeiramente do presidente, pedindo que ele encerre a guerra com o Irã e divergindo dele sobre a redução das tarifas sobre a carne bovina. Ao mesmo tempo, ela defende as políticas tarifárias mais amplas de Trump, que considera importantes.

    Turek, por sua vez, argumenta que as tarifas de Trump levaram a um "apocalipse agrícola" no estado, que é predominantemente rural. Ele também procurou convencer os eleitores de que a guerra no Irã resultou no aumento dos custos de combustível e fertilizantes.

    Hinson retratou Turek como um candidato que votaria como um "liberal da Costa Leste".

    Os dois também entraram em conflito em questões que vão de impostos e Previdência Social à imigração. A última vez que um democrata venceu uma eleição federal em Iowa foi há quase 20 anos.

  15. BBC verifica algumas das falas de Trump na véspera das eleições

    Donald Trump
    Legenda da foto, Donald Trump discursou no espelho d'água do Memorial Lincoln na segunda (2/11)

    Por Tom Edgington

    Na segunda-feira (2/11) — último dia de campanha antes das eleições de meio de mandato — o presidente dos EUA, Donald Trump, fez declarações sobre taxas de criminalidade, riqueza e preços de medicamentos.

    A BBC Verify, serviço de checagem de fatos da BBC, analisou o que o presidente americano disse:

    "A criminalidade caiu perto de 90%" em Washington D.C.

    As estatísticas do Departamento de Polícia Metropolitana mostram que o total de crimes registrados caiu na capital dos EUA — onde Trump mobilizou forças federais de segurança e a Guarda Nacional em agosto de 2025 —, mas o índice está longe de atingir o patamar alegado pelo presidente.

    O total de crimes registrados está 11% menor este ano (até 2 de novembro) em comparação com 2025.

    Algumas categorias apresentaram quedas mais acentuadas, como furtos em veículos (queda de 40%). Por outro lado, algumas categorias registraram aumento, incluindo crimes violentos (12%).

    "Criamos US$ 25 trilhões em riqueza para o nosso país"

    Não está claro a qual métrica de "riqueza" Trump estava se referindo. Dados do Federal Reserve (o banco central americano) mostram que o patrimônio líquido dos EUA — o valor dos ativos pertencentes a famílias, empresas e ao governo — cresceu de US$ 155 trilhões em 2024 para US$ 181 trilhões em junho.

    É possível que Trump estivesse se referindo a investimentos recebidos pelo país. No entanto, o próprio sistema de monitoramento de investimentos da Casa Branca aponta um valor bem menor: US$ 11,3 trilhões desde que Trump assumiu o cargo.

    "Tínhamos os preços de medicamentos mais altos do mundo e agora temos os mais baixos"

    Historicamente, os EUA pagam mais por medicamentos do que outros países desenvolvidos. A gestão Trump negociou a redução de alguns custos, inclusive por meio do lançamento de um site que oferece descontos em mais de 800 medicamentos sob prescrição.

    Segundo dados oficiais de inflação, os preços de medicamentos sob prescrição caíram 4,5% nos 12 meses encerrados em setembro.

    Contudo, existem poucos dados sobre os preços de medicamentos em nível global; portanto, não há evidências que comprovem que os EUA possuem, atualmente, os preços mais baixos.

  16. Michigan: El-Sayed tenta manter cadeira com democratas e se tornar o primeiro muçulmano eleito para o Senado

    Abdul El-Sayed aparece à esquerda, nesta imagem composta, e Mike Rogers, à direita. Ambos são retratados em fotos que mostram a cabeça e os ombros. El-Sayed veste uma camiseta preta com decote em V e um paletó cinza-carvão escuro. Rogers usa camisa branca e paletó azul-marinho xadrez.
    Legenda da foto, O ex-funcionário da área de saúde pública El-Sayed (à esquerda) disputará a vaga em Michigan contra o ex-deputado federal Rogers (à direita).

    Esta é uma das disputas mais acirradas, com o candidato de esquerda Abdul El-Sayed tentando manter esta cadeira crucial nas mãos dos democratas.

    Ele enfrenta Mike Rogers, ex-agente do FBI e candidato republicano que recebeu um apoio inesperado do adversário democrata derrotado por El-Sayed, aumentando ainda mais a animosidade que marca esta disputa desde o início. Na véspera da votação, a Cook Political Report mudou a classificação da disputa de "indefinida" para "tendência democrata".

    Médico e funcionário da área de saúde pública, El-Sayed é um dos candidatos ao Senado mais à esquerda neste ciclo eleitoral.

    Ele apoia um sistema de seguro-saúde administrado pelo governo e a abolição do ICE. Suas fortes críticas a Israel têm sido uma fonte de tensão dentro do partido.

    Rogers, que enfatiza sua experiência militar e na área de inteligência, conseguiu manter o apoio de Trump, apesar de criticar as tarifas do presidente sobre o Canadá e seu acordo de diesel com a Rússia.

    Ele também divergiu do presidente ao pedir o fim rápido da guerra com o Irã. El-Sayed seria a primeira pessoa muçulmana eleita para o Senado dos EUA.

    Além de atacá-lo por suas posições políticas, Trump e Rogers tentaram associá-lo à Irmandade Muçulmana; El-Sayed repudiou a organização.

    O presidente também fez referência aos atentados de 11 de setembro e chegou a chamá-lo de "jihadista", sem apresentar qualquer evidência, provocando uma reação negativa e acusações de islamofobia.

  17. Votação a todo vapor nos EUA: o que você precisa saber

      • Author, Rebecka Pieder
      • Role, Da BBC News em Washington
    Eleitores em local de votação nos EUA

    A votação está em andamento em todos os estados dos EUA; as seções eleitorais no Havaí foram as últimas a abrir, por volta das 12h pelo horário da Costa Leste dos EUA (14h de Brasília).

    No que é geralmente visto como um referendo sobre o partido que está no poder, as eleições de meio de mandato estão oficialmente em curso.

    Todas as seções eleitorais estão abertas

    • Como peças de dominó caindo de leste a oeste, as seções eleitorais abriram sucessivamente por todo o país ao longo do dia, começando às 5h (pelo horário local) em Vermont.

    Estados-chave

    • Vale a pena acompanhar estas disputas: Alasca, Iowa, Kansas, Maine, Ohio e Texas.
    • Todas são consideradas disputas acirradas, o que significa que podem ser vencidas tanto por republicanos quanto por democratas.

    Quando saberemos os resultados?

    • Os resultados começarão a surgir por volta das 18h pelo horário da Costa Leste dos EUA, ou 20h de Brasília, mas o tempo necessário dependerá de quão apertadas estiverem as disputas.
    • Uma hora antes disso, devemos ter acesso a uma pesquisa com eleitores — nossa primeira grande pista sobre o que motivou o eleitorado no dia da votação. Vale ressaltar que o processo é diferente do que ocorre em outros países, onde a pesquisa de boca de urna costuma prever o resultado final.

    Alguns contratempos até agora:

    • O condado de Westchester, em Nova York, relatou problemas técnicos, mas garantiu que todos os votos serão contabilizados.
    • Na Flórida, inundações forçaram a realocação de alguns locais de votação.
  18. Texas: democratas tentam encerrar jejum de mais de 30 anos em eleições para o Senado

    Nesta imagem composta, Ken Paxton está à esquerda e James Talarico à direita. Ambas as fotos mostram a pessoa da cintura para cima. Paxton veste um paletó azul-royal, gravata vermelha e camisa branca. Ele parece estar em um comício. Talarico veste um paletó escuro, camisa branca com o colarinho aberto e fala com um microfone na mão esquerda.
    Legenda da foto, Ken Paxton (à esquerda), aliado de Trump, enfrenta o desafio do ex-professor James Talarico (à direita) na disputa pelo Texas

    James Talarico pretende encerrar um período de décadas sem vitórias democratas nas eleições para o Senado no Texas — e mostrar que um dos principais redutos republicanos pode estar em disputa na eleição presidencial de 2028. A disputa entre ele e Ken Paxton tornou-se a eleição para o Senado mais cara da história.

    O republicano Paxton sabe que seu partido vence eleições estaduais no Texas há mais de 30 anos.

    E o deputado estadual James Talarico, ex-professor e estudante de um seminário presbiteriano, é o mais recente democrata a tentar interromper a longa sequência de derrotas de seu partido.

    Os republicanos do Texas enfrentam uma combinação desafiadora de fatores desfavoráveis. O ambiente político nacional é difícil para os conservadores, e há várias questões estaduais, como a construção de centros de dados e a aplicação rigorosa das leis de imigração, que têm prejudicado seu partido. Soma-se a isso um candidato controverso: Paxton.

    A campanha tem sido marcada por ataques duros, com Talarico mirando o impeachment de Paxton, em 2023, pela Câmara dos Representantes do estado, controlada pelos republicanos, por suspeitas de corrupção, suborno e abuso de poder. Paxton negou as acusações e acabou absolvido pelo Senado estadual, chamando o impeachment de uma “farsa politicamente motivada desde o início”.

    Com o apoio de mais de US$ 170 milhões em recursos do magnata da tecnologia Elon Musk, Paxton tentou retratar Talarico como um liberal que não compreende os texanos em questões como direitos de pessoas trans, segurança pública, imigração e política energética.

    Uma vitória democrata no estado poderia sinalizar que o partido tem chances de conquistar, em 2028, o segundo maior prêmio eleitoral dos Estados Unidos em uma eleição presidencial — um resultado que mudaria radicalmente o cenário político do país.

  19. Quantos senadores e deputados há nos EUA?

    Capitólio dos Estados Unidos, em Washington, que abriga o Congresso dos Estados Unidos

    O Congresso dos EUA divide-se em duas casas: o Senado e a Câmara dos Representantes.

    O Senado é composto por 100 membros, dois para cada um dos 50 estados. Os senadores são eleitos para um mandato de seis anos, e não são todos eleitos ao mesmo tempo. Nestas eleições, 35 das 100 cadeiras no Senado estão em disputa.

    A Câmara, por sua vez, é composta por 435 representantes. Cada um representa uma área geográfica distinta (o que é conhecido como distritos congressuais). A Câmara dos Representantes é totalmente renovada a cada dois anos; portanto, todas as cadeiras estão em disputa nas eleições desta terça-feira.

    No Congresso atual, tanto o Senado quanto a Câmara estão sob o controle de uma maioria republicana.

  20. Maine: republicana aposta em distância de Trump para se reeleger em estado de tendência democrata

    Nesta imagem composta, Susan Collins está à esquerda e Troy Jackson à direita. Ambas as fotos mostram apenas o rosto e os ombros. Collins veste um terno azul-marinho com uma bandeira dos EUA presa na lapela esquerda. Jackson usa uma camisa azul-clara.
    Legenda da foto, Susan Collins, a atual ocupante do cargo, enfrenta o madeireiro Troy Jackson no Maine

    Uma das poucas senadoras republicanas que votaram pela condenação de Trump durante seu processo de impeachment, em 2021, Susan Collins tem consistentemente superado o desempenho de seu partido neste estado de tendência democrata, em parte por se apresentar como uma rebelde.

    Seu adversário, Troy Jackson, usa sua experiência como lenhador para convencer os eleitores da classe trabalhadora do Maine de que é capaz de compreender suas preocupações.

    Collins espera que sua reputação de centrista convença os eleitores de perfil independente em um estado que vota consistentemente nos democratas nas eleições presidenciais.

    Agora, sua campanha testará se os republicanos conseguem vencer ao se distanciar de Trump.

    Collins, que busca seu sexto mandato, iniciou o ciclo eleitoral de meio de mandato como uma das senadoras republicanas que tentam a reeleição mais vulneráveis.

    Mas ela foi beneficiada por uma controvérsia do outro lado do espectro político, envolvendo Graham Platner, que acabou sendo substituído por Jackson como candidato democrata. Jackson foi presidente do Senado estadual do Maine.

    Ambos os candidatos se opõem às tarifas de Trump sobre o Canadá, conscientes do impacto que elas têm neste estado fronteiriço. Mas, ao contrário de sua adversária, o democrata defende a abolição da agência federal de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês).