Quem são os funcionários americanos que tiveram visto negado pelo Itamaraty

Crédito, US Department of State
O Itamaraty recusou pedidos de visto de Riley Barnes e Samuel Samson, funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos, sob a alegação de que a visita ao Brasil poderia ser utilizada para levantar suspeitas sobre a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.
O Departamento de Estado americano rejeitou a acusação.
Segundo informou o G1, o governo americano afirmou que a missão seria uma "visita de rotina" e classificou as alegações como "mentira sem fundamento".
A agência Reuters informou que um porta-voz da instituição afirmou que Barnes e Samson visitariam Brasília de 27 a 30 de julho para se reunirem com autoridades governamentais, líderes religiosos e representantes da sociedade civil para discutir a integridade eleitoral, a liberdade religiosa e a liberdade de expressão.
Os planos da viagem foram revelados pelo jornal The Washington Post.
A decisão ocorre dias depois de uma fala do candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro, que fez acusações sobre as urnas eletrônicas já desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em evento com presença de diplomatas estrangeiros.
Quem são Riley Barnes e Samuel Samson
Samuel Samson é subsecretário adjunto de Estado no Departamento de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL).
Segundo o The Washington Post, Samson viajou da África para a Europa, promovendo a linha política conservadora do presidente Donald Trump e cultivando laços com grupos de direita.
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Uma reportagem do The New York Times diz que Samson esteve à frente de esforços para redefinir as relações dos EUA com a Europa e que, ao viajar pelo continente, buscou estreitar laços de Washington com figuras da direita radical europeia e fortalecer essas figuras "em detrimento da classe política centrista da Europa."
A reportagem conta que, em março, Samson esteve em Londres para um encontro secreto com Nigel Farage, líder do partido populista de direita Reform UK e liderança proeminente na campanha pela saída do Reino Unido da União Europeia, conhecida como Brexit, para discutir aborto e a censura.
Em maio, segundo a publicação, ele esteve em Paris tentando convencer uma comissão de direitos humanos de que Marine Le Pen, líder da direita radical francesa recentemente condenada por se apropriar indevidamente de fundos europeus para financiar seu partido, havia sido injustamente perseguida.
É formado pela Universidade do Texas em Austin, onde se especializou em teoria do direito natural e sua relação com as políticas públicas americanas.
Sua biografia no site do órgão diz que "ele defende os direitos naturais e o desenvolvimento de políticas para preservar a herança da civilização ocidental dos Estados Unidos, bem como outros projetos regionais e estruturais para promover a agenda America First".
Riley Barnes ocupa o cargo de secretário-adjunto de Estado para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL) no Departamento de Estado dos EUA.
Nascido em Uvalde, no Texas, é formado em Ciência Política pela Universidade Washington and Lee e tem mestrado em Relações Internacionais pela Escola Bush de Governo e Serviço Público da Universidade Texas A&M.
Desde abril, tem também funções de embaixador extraordinário para a liberdade religiosa internacional.
Antes, Barnes exerceu diversas funções de alto nível tanto no Departamento de Estado quanto no Senado americano.






























