Acompanhe a apuração para presidente e governador em seu Estado e município com o mapa interativo da BBC News Brasil
Quem são os governadores eleitos em 2026 e quais Estados terão 2º turno: veja os resultados

Crédito, Divulgação, Agência Brasil e Getty
No último domingo (4/10), os 26 Estados e o Distrito Federal votaram em eleições para seus próximos governadores. Em 20 Estados, a eleição foi decidida já no primeiro turno.
Outros cinco Estados e o Distrito Federal terão segundo turno em 25 de outubro. No caso do Rio de Janeiro, isso ainda depende de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
- Alagoas - JHC (PSDB)
Com 52% dos votos, o ex-prefeito de Maceió (2021-2026) João Henrique Caldas (PSDB) foi eleito governador de Alagoas. Antes de comandar a capital, foi deputado estadual e deputado federal.

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- Amapá - Dr Furlan (PSD)
Com 62% dos votos, o ex-prefeito de Macapá foi eleito governador do Amapá. Ele renunciou à prefeitura em março de 2026, um dia depois de ser afastado do cargo em uma investigação sobre suspeitas de fraude em licitação nas obras de um hospital. Ele nega irregularidades.
O TRE-AP (Tribunal Regional Eleitoral do Amapá) aprovou o registro de sua candidatura, mas a decisão foi contestada no TSE. Em 24 de setembro, o relator, ministro Dias Toffoli, votou pelo indeferimento do registro. Um pedido de vista do ministro André Mendonça suspendeu o julgamento, que ainda não foi concluído. Por isso, o resultado no Amapá também depende de uma decisão do TSE.

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- Bahia - Jerônimo Rodrigues (PT)
Governador da Bahia desde 2023, foi reeleito com 55% dos votos. Antes de ser governador, foi secretário estadual de Desenvolvimento Rural e de Educação nos governos de Rui Costa (PT).

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- Ceará - Elmano de Freitas (PT)
Governador do Ceará desde 2023, foi reeleito com 52,8% dos votos. Antes de ser governador, foi deputado estadual por dois mandatos e secretário municipal da Educação de Fortaleza.

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- Goiás - Daniel Vilela (MDB)
Governador de Goiás desde março de 2026, após a saída de Ronaldo Caiado (PSD), Vilela foi eleito com quase 59% dos votos. Já havia disputado o governo de Goiás em 2018. Antes, foi vice-governador, deputado federal, deputado estadual e vereador de Goiânia. É filho de Maguito Vilela, ex-governador e ex-senador por Goiás.

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- Maranhão - Eduardo Braide (PSD)
Ex-prefeito de São Luís, foi eleito governador com 54% dos votos. Foi deputado estadual por dois mandatos e deputado federal. Deixou a prefeitura em março de 2026 para disputar o governo do Maranhão.

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- Mato Grosso - Otaviano Pivetta (Republicanos)
Pivetta é governador de Mato Grosso desde março de 2026, após a renúncia de Mauro Mendes (União Brasil), de quem foi vice. Antes, foi prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos e deputado estadual. Foi eleito com mais de 60% dos votos

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- Mato Grosso do Sul (MS) - Eduardo Riedel (PP)
Governador de Mato Grosso do Sul desde 2023, Riedel foi reeleito com mais de 67% dos votos. Antes de ser governador, ele foi secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica e, depois, de Infraestrutura no governo Reinaldo Azambuja. Foi eleito governador em 2022, em sua primeira disputa por um cargo eletivo.

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- Minas Gerais - Cleitinho Azevedo (Republicanos)
Senador por Minas Gerais desde 2023, foi eleito com 55% dos votos.. Antes, foi deputado estadual e vereador de Divinópolis. É irmão de Gleidson Azevedo, prefeito de Divinópolis, e de Eduardo Azevedo, deputado estadual.

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- Pará - Dr Daniel (Podemos)
Com 51% dos votos, o ex-prefeito de Ananindeua, cidade da Grande Belém, foi eleito governador do Pará. Antes de ser prefeito, foi vereador, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Pará.

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- Paraná - Sérgio Moro (PL)
Senador pelo Paraná desde 2023, o ex-juiz federal foi eleito governador com 50,1% dos votos. Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro. Como juiz, foi responsável em primeira instância pelos processos da Operação Lava Jato em Curitiba e deixou a magistratura em 2018 para integrar o governo Bolsonaro.

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- Paraíba (PB) - Lucas Ribeiro (PP)
O atual governador foi reeleito governador na Paraíba. Ribeiro foi eleito vice-governador em 2022 e assumiu o governo em abril de 2026, com a renúncia de João Azevêdo (PSB). Antes, foi vereador de Campina Grande, principal cidade do interior paraibano, entre 2017 e 2020, e vice-prefeito, entre 2021 e 2022. É filho da senadora Daniella Ribeiro (PP) e neto de Enivaldo Ribeiro, ex-prefeito de Campina Grande.

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- Pernambuco - Raquel Lyra (PSD)
Governadora de Pernambuco desde 2023, foi reeleita com 53% dos votos. Foi a primeira mulher eleita governadora de Pernambuco - e agora a primeira reeleita. Antes, foi prefeita de Caruaru por dois mandatos e deputada estadual por dois mandatos.

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- Piauí - Rafael Fonteles (PT)
Governador do Piauí desde 2023, Fonteles foi reeleito com mais de 70% dos votos. Antes de ser governador, foi secretário estadual da Fazenda entre 2015 e 2022. É filho do ex-deputado federal Nazareno Fonteles (PT).

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- Rio Grande do Sul - Zucco (PL)
Luciano Zucco (PL) foi eleito governador do Rio Grande do Sul com quase 58% dos votos. Deputado federal pelo Rio Grande do Sul desde 2023 e ex-deputado estadual, cargo que exerceu entre 2019 e 2023. Tenente-coronel da reserva do Exército, deixou a carreira militar em 2019 e foi líder da oposição na Câmara dos Deputados em 2025.

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- Rondônia (RO) - Marcos Rogério (PL)
Senador por Rondônia desde 2019 e ex-deputado federal por dois mandatos, Marcos Rogério (PL) é o novo governador de Rondônia. Antes de chegar à Câmara dos Deputados, foi vereador de Ji-Paraná. Trabalhou como radialista e jornalista antes de entrar na política.

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- Roraima (RR) - Arthur Henrique (PL)
Ex-prefeito de Boa Vista, eleito em 2020 e reeleito em 2024, Arthur Henrique é o governador de Roraima. Renunciou à prefeitura da capital do Estado em abril de 2026. Foi o mais votado na eleição suplementar para governador, em junho, mas não foi proclamado eleito porque seu registro havia sido indeferido pelo TRE-RR (Tribunal Regional Eleitoral de Roraima), e os votos ficaram sob análise judicial.

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- Santa Catarina - Jorginho Mello (PL)
Governador de Santa Catarina desde 2023, Jorginho foi reeleito com mais de 68% dos votos. Foi senador de 2019 a 2022. Antes, foi deputado federal por dois mandatos e deputado estadual por quatro mandatos, tendo presidido a Assembleia Legislativa. Também foi vereador de Herval d'Oeste no início da carreira política.

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- São Paulo - Tarcísio de Freitas (Republicanos)
Governador de São Paulo desde 2023, foi reeleito com quase 63% dos votos. Foi ministro da Infraestrutura do governo Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022. Antes, foi diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e secretário do Programa de Parcerias de Investimentos no governo Michel Temer.

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- Sergipe - Fábio Mitidieri (PSD)
Governador de Sergipe desde 2023, foi reeleito com quase 60% dos votos. Foi deputado federal por dois mandatos. Antes, foi vereador de Aracaju, secretário municipal de Esporte e Lazer e secretário estadual do Trabalho. É filho de Luiz Mitidieri, ex-deputado estadual por Sergipe.

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Os Estados que vão ao 2º Turno
- Acre - Mailza Assis (PP) x Alan Rick (Republicanos)
Com 49% dos votos, Mailza Assis (PP) vai para o segundo turno na frente. Ela é a atual governadora do Acre, assumindo com a saída de Gladson Cameli (PP). Foi senadora entre 2019 e 2023. Já Alan Rick (Republicanos) foi deputado federal por dois mandatos e é senador pelo Acre desde 2023.

- Amazonas - Omar Aziz (PSD) x Professora Maria do Carmo (PL)
Omar Aziz, senador pelo Amazonas desde 2015, vai tentar ser governador novamente. Ele governou o Estado entre 2010 e 2014. Teve 40% dos votos.
A professora Maria do Carmo é empresária e reitora da Fametro, universidade privada importante do Amazonas. Nunca exerceu cargo eletivo, mas já concorreu como suplente ao Senado e como vice-prefeita da cidade de Manaus em 2024.

- Distrito Federal - Celina Leão (PP) x Leandro Grass (PT)
Governadora do Distrito Federal desde março de 2026, quando assumiu definitivamente o cargo após a renúncia de Ibaneis Rocha (MDB), Celina Leão terminou com 49% dos votos. Ela vai enfrentar Leandro Grasse (PT), ex-deputado distrital e ex-presidente do Iphan.

- Espírito Santo - Lorenzo Pazolini (Republicanos) x Ricardo Ferraço (MDB)
Ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini teve 49,6% dos votos no primeiro turno. Em segundo lugar, veio Ricardo Ferraço, com 34% dos votos. Ferraço é o atual governador do Espírito Santo desde abril de 2026, quando sucedeu Renato Casagrande (PSB).

- Rio de Janeiro - indefinido
O Rio de Janeiro é o único Estado onde ainda não se sabe se haverá segundo turno. A resposta depende de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre os votos dados ao ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), que ficou em terceiro lugar.
Com todas as urnas apuradas, Douglas Ruas (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), teve 4.271.199 votos, ou 49,27% dos votos válidos. O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) ficou em segundo lugar, com 3.706.984 votos (42,76%). Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de mais da metade dos votos válidos, conta que exclui os votos brancos e nulos.
Garotinho recebeu 274.411 votos (3,17%). Em 11 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) negou por unanimidade o registro de sua candidatura. Para o tribunal, ele cumpre uma suspensão de direitos políticos de oito anos, resultado de uma condenação definitiva por improbidade administrativa ligada ao desvio de recursos da Secretaria Estadual de Saúde entre 2005 e 2006. A defesa recorreu ao TSE com o argumento de que o prazo de suspensão terminou em julho de 2026. Como o recurso estava pendente, a lei permitiu que ele continuasse em campanha e que seu nome aparecesse na urna.
Dois dias antes da eleição, em 2 de outubro, o ministro Floriano de Azevedo Marques, relator do caso no TSE, atendeu a um pedido da coligação de Paes e determinou que os votos em Garotinho fossem registrados como "anulados sub judice", ou seja, com a validade dependendo do julgamento do recurso.
Na noite da eleição, porém, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, decidiu que esses votos continuariam a ser considerados no cálculo dos percentuais até que o plenário do tribunal julgue o registro. É por isso que Ruas aparece com 49,27% e que, oficialmente, a disputa está marcada para o segundo turno.
Se os votos de Garotinho forem excluídos da conta, o total de votos válidos diminui e o percentual de Ruas sobe para 50,88%, o suficiente para que ele seja eleito no primeiro turno. Os votos de Garotinho não são transferidos para nenhum outro candidato. O que muda é a base sobre a qual os percentuais são calculados.
Na segunda-feira (5/10), a defesa de Garotinho apresentou ao TSE um pedido de desistência do recurso. Se o pedido for aceito, fica valendo a decisão do TRE-RJ que barrou a candidatura, e os votos dele passam a ser anulados de forma definitiva. Garotinho atribuiu a decisão ao resultado das urnas e afirmou: "Que agora o povo arque com as consequências".
O relator não aceitou o pedido de imediato e pediu a opinião da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), o braço do Ministério Público que atua no TSE. Na terça-feira (6/10), a PGE se manifestou a favor da desistência. O órgão afirmou ainda que, se o pedido não for aceito, o recurso de Garotinho deve ser rejeitado, o que levaria ao mesmo resultado prático.
A coligação de Paes, que antes da eleição havia pedido que os votos de Garotinho fossem considerados anulados, agora pede ao TSE que não aceite a desistência e mantenha esses votos no cálculo, o que preservaria o segundo turno. O PSOL também recorreu ao tribunal com o mesmo objetivo.
Há ainda um debate jurídico sobre a possibilidade de desistir de um recurso depois que o resultado da eleição já é conhecido. Em artigo publicado no site Consultor Jurídico, o advogado Kaleo Dornaika Guaraty, coordenador acadêmico da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep), lembra que o TSE já rejeitou desistências apresentadas depois da votação em casos de candidatos a vereador, por considerar que o tema interessa ao eleitorado, e não apenas ao candidato
Segundo ele, nesse cenário o tribunal teria de julgar o recurso. Se mantiver o indeferimento, Ruas seria eleito no primeiro turno da mesma forma. Os votos só seriam validados, e o segundo turno mantido, se o TSE entender que a suspensão dos direitos políticos de Garotinho já tinha terminado.
Cabe agora ao ministro Floriano de Azevedo Marques decidir se aceita a desistência ou se leva o caso ao plenário do TSE. Se os votos forem anulados, o TRE-RJ terá de refazer a totalização e poderá proclamar Ruas eleito no primeiro turno. Até a publicação desta reportagem, não havia decisão.

- Rio Grande do Norte - Allyson Bezerra (União) x Cadu de Lula (PT)
O primeiro turno no RN teve Allyson Bezerra e Cadu de Lula com 36% dos votos, com Allyson um pouco à frente
Allyson é ex-prefeito de Mossoró, eleito em 2020 e reeleito em 2024. Antes, foi deputado estadual por um mandato. Cadu é ex-secretário da Fazenda do Rio Grande do Norte e auditor fiscal do Estado desde 2005. Antes de comandar a Fazenda, foi secretário estadual de Tributação.

- Tocantins - Professora Dorinha (União) x Vicentinho Júnior (PSDB)
Professora Dorinha (União), senadora pelo Tocantins desde 2023, aparecia na frente no primeiro turno, com 45% dos votos. Vicentinho Júnior, deputado federal pelo Tocantins desde 2015, tem 43%.
























