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Blog do Editor
 - 
Fernanda Nidecker
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<link>https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/</link>
<description>O comando da BBC Brasil discute grandes temas internacionais, mídia e o jornalismo da BBC.</description>
<language>pt</language>
<copyright>Copyright 2013</copyright>
<lastBuildDate>Fri, 25 Jan 2008 16:05:04 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Em defesa das galinhas</title>
	<description><![CDATA[<p>A intensa campanha dos <em>celebrity-chefs</em> para mudar os hábitos alimentares do britânicos ganhou um novo capítulo neste início de ano.</p>

<p>Depois de revolucionar o cardápio das escolas públicas – que deixaram de servir frituras e hoje optam por refeições mais saudáveis - Jamie Oliver começou 2008 com uma proposta que visa “desafiar os britânicos a refletirem antes de comer”. </p>

<p><img alt="frangos203.jpg" src="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/frangos203.jpg" width="203" height="152" /></p>

<p>Em vez dos tradicionais programas em que aparece muito à vontade brincando com ingredientes que, num passe de mágica, viram pratos requintados, o chef resolveu levar um drama às telas: a triste e breve vida dos frangos criados em confinamento (<em>battery chicken</em>, em inglês).</p>

<p>A camanha ganhou o apoio de Hugh Fearnley-Whittingstall, outro chef famoso por aqui. Juntos, eles mostraram como os frangos, com tempo médio de vida de 40 dias, ficam trancados em galpões, amontoados uns nos outros, 24 horas por dia. </p>

<p>Por não poderem circular livremente, muitas aves desenvolvem problemas de articulação e mal conseguem sair do lugar. Tudo o que fazem é comer, beber e defecar. E o contato permanente com as fezes muitas vezes causa ferimentos nos pés das aves. </p>

<p>Com a campanha, os chefs pretendem convencer os consumidores a comprarem apenas <em>free-range chicken</em>, que são os frangos criados soltos pela granja, livres para se locomover.</p>

<p>Mesmo sendo mais caros, dizem eles, a carne <em>free-range</em> é mais saborosa e o consumidor estará “respeitando o bem-estar dos animais que crescem e são mortos para nos alimentar”. </p>

<p>A iniciativa foi abraçada por instituições como a Sociedade Real para a Prevenção dos Animais, que criou uma petição online no <a href="http://supportchickennow.co.uk ">supportchickennow.co.uk </a>para pressionar supermercados e restaurantes a reduzirem a compra de frangos criados em confinamento. </p>

<p>O esforço parece estar dando resultados. Essa semana, diversos jornais publicaram matérias comentando o aumento considerável na venda de <em>free-range chicken</em>. </p>]]></description>
         <dc:creator>Fernanda Nidecker 
Fernanda Nidecker
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	<category></category>
	<pubDate>Fri, 25 Jan 2008 16:05:04 +0000</pubDate>
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	<title>Estranhezas da culinária britânica</title>
	<description><![CDATA[<p>Já faz algum tempo que eu me pergunto se algumas esquisitices da culinária britânica são relativamente recentes ou se carregam uma longa história por trás.</p>

<p>Acabei descobrindo uma pesquisa da University of Wales Institute, que diz ter identificado alguns dos pratos mais antigos de que se tem registro na Grã-Bretanha. </p>

<p>Dizem os pesquisadores que a receita mais antiga do país data do ano 6.000 a.C. e atende pelo nome de <em>nettle pudding</em>, uma espécie de pastelão de ervas, feito à base de urtiga, farinha de cevada, água, cebolinha e outras ervas. Para dar um gostinho, uma pitada de sal. O nettle pudding era cozido a vapor, embrulhado num pano.</p>

<p><img alt="marmite.jpg" src="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/marmite.jpg" width="203" height="152" /></p>

<p>A gostosura, que me pareceu mais um “pastelão de mato”, costumava acompanhar outro prato tanto quanto exótico: ouriço assado com ensopado de peixe defumado, bacon e leite (1 litro!). </p>

<p>Se nos dias de hoje o ouriço caiu de moda, deixou de herança uma série de outras receitas e ingredientes muito populares e de gosto um tanto duvidoso, como o <em>Marmite</em>.</p>

<p>Antes de mais nada, tenho que admitir que eu também já tive a minha fase (quem não teve?) de passar no meu pão esta pasta preta salgada feita à base de extrato de levedura e que faz parte da mesa dos ingleses desde o início do século passado.</p>

<p>Em matéria de <em>Marmite</em>, ou você ama ou você odeia. É 8 ou 80, não tem meio termo.</p>

<p>E cá pra nós, tudo bem que gosto não se discute, mas até agora eu não consegui entender como alguém consegue comer <em>haggis</em>, umas tripas recheadas com coração, fígado e pulmão de carneiro ou de porco.</p>

<p><img alt="haggis203.jpg" src="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/haggis203.jpg" width="203" height="152" /></p>

<p>Segundo manda a tradição escocesa, os ingredientes devem ser cozidos dentro do estômago do animal, mas com o passar dos séculos e com a produção em larga escala, o <em>haggis</em> acabou ganhando a forma dos outros embutidos.</p>

<p>O <em>haggis</em> pode ser apreciado a qualquer hora do dia, (até de manhã!?), como parte do famoso <em>Full English Breakfast</em>, o café da manhã inglês, que vem com baked beans (feijão com molho de tomate), bacon, ovo frito, lingüiça e champignon. </p>

<p>E aí, vai encarar?</p>]]></description>
         <dc:creator>Fernanda Nidecker 
Fernanda Nidecker
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	<link>https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/2007/10/post_8.shtml</link>
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	<category></category>
	<pubDate>Tue, 16 Oct 2007 15:36:09 +0000</pubDate>
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	<title>Viúvas do cricket</title>
	<description><![CDATA[<p>Como tudo na vida tem dois lados, não posso negar que, de certa forma, fui beneficiada pelo verão chuvoso de Londres, principalmente aos domingos. É que na Inglaterra, domingo é dia de jogar cricket, esporte criado pelos ingleses e que, fora daqui, é difundido nas ex-colônias britânicas. </p>

<p>Namoradas e esposas deixam de ser prioridade nesses dias, a menos que sejam formalmente convidadas para participar do “Ladies day”. Mas como nada é de graça, fica por conta das “ladies”, a confecção do famoso “afternoon tea”, com chá preto e sanduíches para alimentar os jogadores no intervalo do jogo. </p>

<p>Os expectadores se servem depois. Já se criou até uma categoria para as mulheres dos jogadores, na qual me incluo: “cricket widow”, o equivalente a “viúvas do cricket” em português, para designar aquelas que não têm o prazer da companhia de seus maridos ou namorados durante os domingos ensolarados de verão. </p>

<p><img alt="cricket203.jpg" src="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/cricket203.jpg" width="203" height="270" /></p>

<p><br />
No meu caso ainda é pior porque, além de jogador, meu marido ainda é o capitão! Isto requer telefonemas durante a semana (que se acentuam no sábado à noite) para montar o time, e a anotação, num livro de capa dura, de todas as informações da partida após o seu término. </p>

<p>Os ingleses, em geral, são apaixonados por cricket. Basta começar a temporada, lá pra meados de abril, eles se reúnem nos pubs ou em casa e passam cerca de cinco horas e meia (em média, é esta a duração da partida) regadas a cerveja em frente à televisão.</p>

<p>Além de atrair milhares de expectadores, o esporte também motivou a formação de várias equipes amadoras, que dedicam o domingo ou o sábado (inteiros) a sua prática.</p>

<p>O cricket é jogado ao ar livre e requer que o campo esteja seco para que a bolinha dê uma “quicada” perfeita ao ser lançada pelo “bowler” (o arremessador). Portanto, domingo de chuva não tem cricket. </p>

<p>Se está chovendo eles ficam em casa, e eis o grande paradoxo, já que o mau tempo não permite o melhor programa do verão inglês: piquenique no parque e passeios à beira do Tâmisa. Então o jeito é ficar em casa e rezar para ele conceder umas horinhas da TV antes ou depois da transmissão do cricket começar.</p>

<p>Com o fim do verão, a temporada do cricket se encerra neste domingo, dando início à do rugby e do futebol. A disputa pela TV continua.<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Fernanda Nidecker 
Fernanda Nidecker
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	<link>https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/2007/09/viuvas_do_cricket.shtml</link>
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	<category></category>
	<pubDate>Fri, 21 Sep 2007 16:32:38 +0000</pubDate>
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