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    <title>BBC - BBC à Mesa</title>
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    <updated>2011-08-25T15:24:45Z</updated>
    <subtitle>Canal dedicado à troca de experiências sobre comida e gastronomia em Londres.</subtitle>
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    <title>Blog arquivado</title>
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    <published>2011-08-25T15:22:18Z</published>
    <updated>2011-08-25T15:24:45Z</updated>


    <summary type="html"><![CDATA[ Este blog n&atilde;o est&aacute; mais sendo publicado pela BBC Brasil. Voc&ecirc; pode ler os arquivos deste blog no link.&nbsp; &nbsp;...]]></summary>
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        <![CDATA[<p>
<p>Este blog n&atilde;o est&aacute; mais sendo publicado pela BBC Brasil. Voc&ecirc; pode ler os arquivos deste <a href="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/amesa/archives.html" target="_self">blog no link</a>.&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
</p>]]>
        
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    <title>O &apos;punk&apos; da alta cozinha (o último post)</title>
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    <published>2011-07-08T15:47:07Z</published>
    <updated>2011-07-08T16:11:34Z</updated>


    <summary type="html"><![CDATA[Outra coisa que o rock&rsquo;n&rsquo;roll e e a comida t&ecirc;m em comum: s&atilde;o assuntos muito bons, em qualquer mesa de bar &ndash; com a ressalva de que rock interessa bem mais em rodas masculinas. Os paralelos n&atilde;o param por a&iacute;,...]]></summary>
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        <name>Thomas Pappon</name>
        
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        <![CDATA[<p>Outra coisa que o <a href="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/amesa/2011/07/comida-e-o-novo-rocknroll.html">rock&rsquo;n&rsquo;roll e e a comida</a> t&ecirc;m em comum: s&atilde;o assuntos muito bons, em qualquer mesa de bar &ndash; com a ressalva de que rock interessa bem mais em rodas masculinas.</p>
<p>Os paralelos n&atilde;o param por a&iacute;, e vou for&ccedil;ar a barra um pouco nessa &uacute;ltima compara&ccedil;&atilde;o, que, na verdade, &eacute; mais um &ldquo;gancho&rdquo; para falar de um novo fen&ocirc;meno no mundo gastron&ocirc;mico: o avan&ccedil;o dos <em>food trucks</em>.</p>
<p><em>Food trucks</em> s&atilde;o vans ou caminh&otilde;es adaptados para venderem comida, grosso modo, restaurantes sobre rodas.</p>
<p>O conceito de uma kombi ou um trailler vendendo cachorro-quentes ou past&eacute;is, por exemplo, n&atilde;o &eacute; novo, mas os <em>food trucks</em> s&atilde;o mais sofisticados.</p>
<p>S&atilde;o vans com griffe, de visual caprichado, que oferecem comida especializada de qualidade e cujo esquema de marketing d&aacute; inveja a v&aacute;rios restaurantes de n&iacute;vel, pois a imagem de um &ldquo;evento sobre rodas&rdquo; cai como uma luva para as m&iacute;dias sociais.</p>
<p><img class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" src="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/amesa/street.jpg" alt="street.jpg" width="300" height="250" /></p>
<p>O fen&ocirc;meno se consolidou nos Estados Unidos, nos &uacute;ltimos dois ou tr&ecirc;s anos. Em 2009, a <em>GQ</em> americana j&aacute; publicava uma lista dos <em>10 Best Food Trucks</em> do pa&iacute;s.</p>
<p>Todas as grandes cidades americanas t&ecirc;m suas <em>food trucks</em> mais queridas. Em outubro de 2010, Chicago realizava sua primeira c&uacute;pula de food trucks da regi&atilde;o, que reuniu, em um estacionamento, vans como Flirty Cupcakes, The Southern Mac, Sweet Miss Giving&rsquo;s, Tamali Space Churros, 5411 Empanadas, Hummingbird KItchen e gaztro-wagon&nbsp; (achei melhor n&atilde;o traduzir ou explicar) que vendem doces, hamb&uacute;rgueres, comida mexicana, past&eacute;is, frango frito ou churros &ldquo;espaciais&rdquo;.</p>
<p>A moda chegou a Londres no final do ano passado, quando a <em><a href="http://streetkitchen.co.uk/menu.shtml">Street Kitchen</a></em>, a van de Jun Tanaka, chef do Pearl e com v&aacute;rias participa&ccedil;&otilde;es em programas de TV, estacionou por algumas semanas em Covent Garden.</p>
<p>A Street Kitchen vende pratos servidos em caixinha de isopor, como por exemplo a salada de broad beans - um feij&atilde;o verde grande, com beterraba, agri&atilde;o e queijo Old Winchester ou o salm&atilde;o grelhado com beterraba marinada, salada de couve-r&aacute;bano (kohlrabi), batatas &ldquo;ao murro&rdquo; e ervas. A salada custa 5,5 libras (R$ 13,7), o salm&atilde;o 6,5 (R$ 16,2).</p>
<p>Os pre&ccedil;os s&atilde;o outro ponto de venda das <em>food trucks</em>. A clientela faz fila para comer em plena rua, de p&eacute;.</p>
<p>Jovens chefs em busca de independ&ecirc;ncia est&atilde;o caindo matando na ideia. &Eacute; bem mais f&aacute;cil vender numa van do que num restaurante, assim como &eacute; bem mais f&aacute;cil promover o produto.</p>
<p>&Eacute; aqui que retorno ao paralelo com o rock&rsquo;n&rsquo;roll. Os <em>food trucks</em> seguem a filosofia do &ldquo;fa&ccedil;a voc&ecirc; mesmo&rdquo;, s&atilde;o da turma que busca uma express&atilde;o e um caminho pr&oacute;prios para fazer e divulgar o que t&ecirc;m a oferecer, na marra e no muque.</p>
<p>Em suma, s&atilde;o o &ldquo;punk da alta cozinha".</p>
<p>Criativos e empreendedores, esses jovens chefs apostam em vans estilosas, logos e designs bem bolados e sites transados. E eles tu&iacute;tam. Divulgam quando e onde v&atilde;o estar , numa constante comunica&ccedil;&atilde;o direta com o fregu&ecirc;s.</p>
<p>O trampo &eacute; duro. E ainda &eacute; preciso lidar com a legisla&ccedil;&atilde;o urbana, licen&ccedil;as, e eventuais multas de estacionar em local proibido.</p>
<p>O neg&oacute;cio &eacute; batalhar, abrir novas formas de levar sua arte ou produto ao p&uacute;blico. Como os punks faziam.</p>
<p><em>E com esse post, o BBC &agrave; Mesa se despede de seus leitores. </em></p>
<p><em>Foram 83 posts desde novembro de 2009. Uma grande curti&ccedil;&atilde;o, mas que n&atilde;o dava mais para ser levada adiante por falta de tempo e mudan&ccedil;as de prioridades.</em></p>
<p><em>A todos que acompanharam o blog, e em nome de todos os que escreveram nele, agrade&ccedil;o pelo interesse e apoio. <br /></em></p>]]>
        
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    <title>Comida é o novo rock&apos;n&apos;roll?</title>
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    <published>2011-07-01T15:38:32Z</published>
    <updated>2011-07-06T14:19:13Z</updated>


    <summary type="html"><![CDATA[Esse t&iacute;tulo n&atilde;o &eacute; meu, &eacute; de um excelente artigo da revista brit&acirc;nica Time Out dessa semana. A raz&atilde;o do texto - o &ldquo;gancho&rdquo;, no jarg&atilde;o dos jornalistas &ndash; foi a primeira edi&ccedil;&atilde;o do Big Feastival, no fim de semana,...]]></summary>
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        <name>Thomas Pappon</name>
        
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        <![CDATA[<p>Esse t&iacute;tulo n&atilde;o &eacute; meu, &eacute; de um excelente artigo da revista brit&acirc;nica <em>Time Out</em> dessa semana.</p>
<p>A raz&atilde;o do texto - o &ldquo;gancho&rdquo;, no jarg&atilde;o dos jornalistas &ndash; foi a primeira edi&ccedil;&atilde;o do <a href="http://www.jamieoliver.com/thebigfeastival/">Big Feastival</a>, no fim de semana, em um parque aqui em Londres.</p>
<p>Trata-se de um festival de m&uacute;sica e comida, cria do conhecido chef&nbsp; Jamie Oliver.</p>
<p>Antes da fama, Oliver tocava em uma banda indie chamada Scarlet Division, em que tocava bateria e cuidava da alimenta&ccedil;&atilde;o da rapaziada.</p>
<p>A carreira de chef acabou se impondo, mas Oliver sempre permaneceu antenado em m&uacute;sica e essa liga&ccedil;&atilde;o acabou rendendo a ideia do Feastival.</p>
<p>&ldquo;Onde mais voc&ecirc; pode se entregar aos prazeres da comida deliciosa de alguns dos&nbsp; melhores restaurantes de Londres por apenas 5 libras (R$ 12,5) o prato, enquanto curte os sons de ver&atilde;o de atra&ccedil;&otilde;es de primeira linha?&rdquo;, pergunta a apresenta&ccedil;&atilde;o do evento no seu site.</p>
<p><img class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" src="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/amesa/feastival.jpg" alt="feastival.jpg" width="300" height="300" /></p>
<p>As &ldquo;<a href="http://www.jamieoliver.com/thebigfeastival/the-line-up/">atra&ccedil;&otilde;es de primeira linha</a>&rdquo; s&atilde;o meia-boca &ndash; Charlatans, Mystery Jets, New Young Pony Club, Guillemots, Soul II Soul, The Bees, Athlete &ndash;, mas os <a href="http://www.jamieoliver.com/thebigfeastival/the-menu/">vinte restaurantes listados</a>, mesmo n&atilde;o estando entre os mais renomados, criam um leque formid&aacute;vel: world cuisine, cozinha brit&acirc;nica, hamb&uacute;rgueres, vinhos, frutos do mar, espetos, coquet&eacute;is, etc.</p>
<p>Todos eles erguer&atilde;o cozinhas &ldquo;pop-up&rdquo; no parque.</p>
<p>Acho a id&eacute;ia &oacute;tima, um evento que permite uma experi&ecirc;ncia sensorial m&uacute;ltipla.</p>
<p>J&aacute; escrevi em <a href="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/amesa/2010/03/musica-e-comida.html">outro post</a> sobre a liga&ccedil;&atilde;o entre m&uacute;sica e culin&aacute;ria e acho que a <em>Time Out</em> acertou na mosca ao apontar paralelos entre a ind&uacute;stria da m&uacute;sica e a cultura gastron&ocirc;mica.&nbsp;</p>
<p>Eu acho que estes existem h&aacute; tempos, mas s&oacute; agora, gra&ccedil;as &agrave; TV e &agrave; dissemina&ccedil;&atilde;o da fama dos chefs, &eacute; que ficaram mais evidentes.</p>
<p><em>Foodies</em> idolatram restaurantes, chefs, cozinhas, estilos. F&atilde;s cultuam bandas, discos, artistas, estilos. Se voc&ecirc; &eacute; o que come, &eacute; tamb&eacute;m o que ouve.</p>
<p>H&aacute; v&aacute;rios paralelos nas t&eacute;cnicas de promo&ccedil;&atilde;o de artistas e chefs, muitos se projetaram gra&ccedil;as a uma imagem. Assim como no rock'n'roll, o mundo da alta cozinha tem o chef&nbsp; <em>bad boy</em> (Marco Pierre White, Anthony Bourdain), o bom mo&ccedil;o (Jamie Oliver), o hippie (Hugh Fearnley-Whittingstal)&nbsp; e o intelectual (Heston Blumenthal).</p>
<p>E tem esse aspecto, bem lembrado pela <em>Time Out</em>: tanto um disco &ndash; uma colet&acirc;nea do Al Green ou do Marvin Gaye, por exemplo &ndash;&nbsp; quanto um bom jantar t&ecirc;m o poder de&nbsp; conduzir uma noite a dois para os bra&ccedil;os abertos do amor.</p>
<p>Esse novo rock'n'roll tamb&eacute;m est&aacute; passando por uma pequena e ruidosa revolu&ccedil;&atilde;o, o "punk" do universo <em>foodie</em>. Mas isso fica para o pr&oacute;ximo post.</p>]]>
        
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    <title>Peixe com papa de ervilha</title>
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    <published>2011-06-22T14:29:10Z</published>
    <updated>2011-06-22T15:22:52Z</updated>


    <summary type="html"><![CDATA[Outro dia quis fazer fiz arroz, feij&atilde;o e peixe frito, quando me dei conta de que a &uacute;nica verdura que tinha em casa era um saco de ervilhas congeladas. A necessidade &eacute; a m&atilde;e da inven&ccedil;&atilde;o, e deve ter sido...]]></summary>
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        <name>Thomas Pappon</name>
        
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        <![CDATA[<p>Outro dia quis fazer fiz arroz, feij&atilde;o e peixe frito, quando me dei conta de que a &uacute;nica verdura que tinha em casa era um saco de ervilhas congeladas.</p>
<p><img class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" src="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/amesa/fishandchips.jpg" alt="fishandchips.jpg" width="230" height="200" /></p>
<p>A necessidade &eacute; a m&atilde;e da inven&ccedil;&atilde;o, e deve ter sido numa situa&ccedil;&atilde;o parecida com a minha que algu&eacute;m teve a ideia de testar a ervilha como acompanhamento de <em>fish and chips</em> aqui na Inglaterra.</p>
<p>A <em>mushy pea</em>, uma papa de ervilha, temperada muitas vezes com hortel&atilde;,&nbsp; &eacute; o acompanhamento oficial do peixe frito com fritas, talvez o prato mais popular do pa&iacute;s.&nbsp;&nbsp;</p>
<p>Se serviu para os ingleses, por que n&atilde;o serviria para o meu peixe frito?</p>
<p>Aqui vale lembrar que o peixe frito deles &eacute; diferente do nosso. N&oacute;s passamos ele na farinha, eles passam o fil&eacute;&nbsp;em uma <em>batter</em> &ndash; o que em Portugal se chama de polmo e no Brasil sinceramente n&atilde;o sei como &eacute; chamado&nbsp; &ndash;, uma massa aguada formada de farinha e cerveja gelada (ali&aacute;s, uma mistura bem parecida com a usada em tempura).&nbsp; Com isso, a casca do peixe frito fica mais grossa e crocante.</p>
<p>A <em>mushy pea</em> se faz assim: descongele a ervilha em &aacute;gua quente, coloque tr&ecirc;s quartos dela num liquidificador, com sal e duas ou tr&ecirc;s folhas de hortel&atilde;. Fa&ccedil;a um pur&ecirc;, retire-o, coloque numa vasilha, junte o resto das ervilhas, misture.</p>
<p><img class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" src="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/amesa/peixe2.jpg" alt="peixe2.jpg" width="230" height="230" />A minha <em>mushy pea</em> eu fiz diferente &ndash; mesmo porque ainda n&atilde;o me acostumei com o gosto da hortel&atilde; -, ela ficou mais um pur&ecirc; de ervilhas: bati todas elas no liquidificador, com sal, manteiga, endro (<em>dill</em>) e salsinha (<em>parsley</em>).</p>
<p>Acho que o pur&ecirc; resolveu o problema, pelo menos teve um &ldquo;verde&rdquo; na mesa, com um sabor&nbsp; levemente adocicado, diferente do resto.</p>
<p>E o peixe frito ficou bom, tamb&eacute;m por&nbsp;outra raz&atilde;o: era um <em>lemon sole</em>, um linguado da melhor qualidade (pouca espinha, aleluia!). Os peixes aqui, apesar da variedade restrita (mais por resist&ecirc;ncia do consumidor ingl&ecirc;s, que n&atilde;o quer saber de outros peixes) s&atilde;o muito bons, especialmente para serem fritos.</p>
<p>Acho que muito turista acaba gostando tanto do <em>fish and chips</em> justamente porque o peixe &ndash; geralmente <em>cod</em>, bacalhau fresco, ou haddock&nbsp;&ndash; &eacute; muito saboroso.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>]]>
        
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    <title>Rastros portugueses</title>
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    <published>2011-06-13T11:08:04Z</published>
    <updated>2011-06-14T12:57:05Z</updated>


    <summary type="html"><![CDATA[Instigado por uma galeria publicada recentemente na BBC Brasil sobre Hiroshima, fui parar no site da Wikipedia em ingl&ecirc;s sobre Nagasaki, a outra cidade que foi completamente destru&iacute;da por uma bomba at&ocirc;mica jogada por americanos no final da Segunda Guerra....]]></summary>
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        <name>Thomas Pappon</name>
        
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        <![CDATA[<p>Instigado por uma galeria publicada recentemente na BBC Brasil sobre Hiroshima, fui parar no site da Wikipedia em ingl&ecirc;s sobre Nagasaki, a outra cidade que foi completamente destru&iacute;da por uma bomba at&ocirc;mica jogada por americanos no final da Segunda Guerra.</p>
<p>Ali fiquei conhecendo alguns fatos interessant&iacute;ssimos &ndash; partindo do pressuposto de que as informa&ccedil;&otilde;es ali s&atilde;o corretas, pelo menos n&atilde;o achei motivo para duvidar delas. S&atilde;o fatos que n&atilde;o t&ecirc;m nada a ver com a trag&eacute;dia de 9 de agosto de 1945, mas com o surgimento da cidade portu&aacute;ria no extremo sul do Jap&atilde;o.</p>
<p>Nagasaki era uma pequena aldeia de pescadores, at&eacute; a chegada , em 1543, de navegadores portugueses. Estes transformaram a aldeia em uma cidade, em um importante p&oacute;lo comercial e um dos mais importantes portos na rota entre o Jap&atilde;o e o resto do mundo.</p>
<p>Transformaram Nagasaki tamb&eacute;m em um enclave crist&atilde;o. Assim como fizeram no Brasil, os portugueses se apressaram em tentar catequizar os japoneses, enviando mission&aacute;rios jesu&iacute;tas para convert&ecirc;-los &agrave; religi&atilde;o &lsquo;Kirishitan&rsquo;(!).</p>
<p>Mas o cristianismo n&atilde;o conseguiu se enraizar, ele era apenas tolerado por lordes feudais locais. Em 1614, o catolicismo foi proibido e os mission&aacute;rios expulsos &ndash; assim como os portugueses, em algum momento na primeira metade do s&eacute;culo 17.&nbsp;</p>
<p><img class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" src="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/amesa/peixinho.jpg" alt="peixinho.jpg" width="370" height="240" /></p>
<p>N&atilde;o sei se hoje ainda h&aacute;, em Nagasaki, rastros da passagem dos portugueses pela regi&atilde;o.</p>
<p>Mas fiquei sabendo que eles foram diretamente respons&aacute;veis pela introdu&ccedil;&atilde;o de um prato que acabou se tornando um dos s&iacute;mbolos da culin&aacute;ria japonesa: o tempura.</p>
<p>&ldquo;Tempura deriva de uma receita popular portuguesa conhecida originalmente como peixinho-da-horta&rdquo;, diz a Wikipedia.</p>
<p>E mais: &ldquo;o nome (tempura) vem da palavra portuguesa &lsquo;tempero&rsquo; &ldquo;.</p>
<p>Em sites portugueses, encontrei&nbsp;v&aacute;rias receitas de "peixinhos-da-horta", que consistem de vagens (&lsquo;feijao verde&rsquo;) empanada em um &lsquo;polme&rsquo; &ndash; massa&nbsp; &ndash; feito de farinha, &aacute;gua, ovo e cebola picada,&nbsp; e frita em &oacute;leo.&nbsp;Outros legumes, como ab&oacute;bora e piment&atilde;o, tamb&eacute;m s&atilde;o fritos desse jeito.</p>
<p>N&atilde;o consegui descobrir a origem do nome "peixinhos da horta", mas o sagaz colega Rogerio Wassermann observou a semelhan&ccedil;a visual de tempura com por&ccedil;&otilde;es de &lsquo;peixinho frito&rsquo;;&nbsp; ou seja, &eacute; bem prov&aacute;vel que o nome surgiu de uma alus&atilde;o visual a uma vers&atilde;o &lsquo;vegetariana&rsquo; de uma por&ccedil;&atilde;o de peixes empanados fritos.</p>
<p>H&aacute; outra vers&atilde;o para a origem do nome &lsquo;tempura&rsquo;, que diz que o nome deriva do h&aacute;bito dos jesu&iacute;tas de n&atilde;o comer carne&nbsp;vermelha &ldquo;no tempo da Quaresma&rdquo;, em latim "ad tempora quadragesimae".</p>
<p>Li ainda que os japoneses tamb&eacute;m se encantaram com v&aacute;rios doces portugueses. Ainda hoje, s&atilde;o populares as pequenas balas conhecidas localmente como <em>kompeito</em> (o nome deriva de &lsquo;confeito&rsquo;) e o bolo <em>kasutera</em> (uma vers&atilde;o do 'bolo de Castella&rsquo;, um tipo de p&atilde;o-de-l&oacute;).</p>
<p>Navegando ainda mais longe, descobri ainda que o <em>curry vindaloo</em> &ndash; um dos mais populares pratos servidos nos restaurantes indianos aqui na Gr&atilde;-Bretanha &ndash; deriva de &ldquo;carne de vinha d&rsquo;alhos&rdquo;, levada pelos portugueses a&nbsp; Goa.&nbsp;</p>
<p>Para mim isso tudo &eacute; novo e incr&iacute;vel: entre os rastros mais fortes da passagem dos gloriosos navegadores portugueses, s&eacute;culos atr&aacute;s, por v&aacute;rios cantos do mundo, est&atilde;o pratos t&iacute;picos da "terrinha".</p>
<p>N&oacute;s ficamos com a feijoada, os japoneses com o tempura e os indianos com o <em>curry vindaloo</em>.</p>]]>
        
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    <title>A nova cozinha britânica</title>
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    <published>2011-06-04T17:01:25Z</published>
    <updated>2011-06-06T05:55:52Z</updated>


    <summary type="html"><![CDATA[Est&aacute; na hora de revisitar o assunto &lsquo;culin&aacute;ria brit&acirc;nica&rsquo;. Para muitos talvez ainda seja novidade que ela passou por uma transforma&ccedil;&atilde;o nas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas e que deixou de ser refer&ecirc;ncia para cozinha exc&ecirc;ntrica ou de &lsquo;pior comida do mundo&rsquo;....]]></summary>
    <author>
        <name>Thomas Pappon</name>
        
    </author>
    
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        <![CDATA[<p>Est&aacute; na hora de revisitar o assunto &lsquo;culin&aacute;ria brit&acirc;nica&rsquo;.</p>
<p>Para muitos talvez ainda seja novidade que ela passou por uma transforma&ccedil;&atilde;o nas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas e que deixou de ser refer&ecirc;ncia para cozinha exc&ecirc;ntrica ou de &lsquo;pior comida do mundo&rsquo;.</p>
<p>Essa m&aacute; fama foi estabelecida ao longo do s&eacute;culo passado, quando o pa&iacute;s enfrentou duas guerras devastadoras e foi obrigado a passar por longos per&iacute;odos de racionamento (o que foi introduzido na Segunda Guerra s&oacute; terminou em 1954!).</p>
<p>Nesse per&iacute;odo todo, o que importava era ter alimento na mesa, n&atilde;o havia espa&ccedil;o - nem ingredientes - para varia&ccedil;&otilde;es e experimentos. Nos anos 50, azeite de oliva, por exemplo, s&oacute; era obtido na farm&aacute;cia.&nbsp;</p>
<p>Da&iacute; a profus&atilde;o do british breakfast e de pratos simples e frugais como o empad&atilde;o de carne e rim, lingui&ccedil;a com pur&ecirc; de batata, peixe frito com fritas, carne assada com legumes e molho de hortel&atilde; &ndash; todos motivo de tro&ccedil;a na Fran&ccedil;a e, pelo menos at&eacute; os anos 80, em v&aacute;rios outros cantos do mundo.</p>
<p>Esse cen&aacute;rio come&ccedil;ou a mudar nos anos 70, quando o pa&iacute;s passou a ter um acesso cada vez maior e facilitado a uma variedade maior de legumes, verduras e temperos. E quando os brit&acirc;nicos come&ccedil;aram a viajar mais por a&iacute;, em particular para os pa&iacute;ses mediterr&acirc;neos, e a receber um n&uacute;mero crescente de imigrantes de ex-col&ocirc;nias.</p>
<p>O pa&iacute;s, cansado da monotonia de sua pr&oacute;pria cozinha, queria algo melhor. Foi nesse clima que surgiu a <em>modern british cuisine</em>, a moderna cozinha brit&acirc;nica, como &eacute; chamado esse processo de renova&ccedil;&atilde;o que est&aacute; em curso at&eacute; hoje.</p>
<p>Capitaneado no in&iacute;cio por food writers e chefs estrangeiros e mais tarde pelos famosos chefes da TV, esse movimento introduziu novos ingredientes, jeitos de cozinhar, de temperar, de assimilar estilos e sabores e de recuperar tradi&ccedil;&otilde;es e receitas t&iacute;picas esquecidas.</p>
<p><img class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0pt 0pt 20px 20px;" src="../../blogs/portuguese/amesa/bangers.JPG" alt="bangers.JPG" width="220" height="165" /></p>
<p>As cozinhas indiana, francesa, italiana e espanhola tiveram &ndash; e ainda t&ecirc;m &ndash; grande influ&ecirc;ncia neste processo.</p>
<p>E aqui vai uma boa dica: uma forma genial de conhecer a moderna cozinha brit&acirc;nica &eacute; comer num bom pub.</p>
<p>Os pubs tamb&eacute;m passaram por uma grande transforma&ccedil;&atilde;o (assunto para um futuro post), e hoje, grande parte deles, sen&atilde;o a maioria, serve comida de qualidade.</p>
<p>Para voc&ecirc;s terem uma r&aacute;pida ideia do que seria a cozinha brit&acirc;nica de hoje, traduzo aqui alguns dos pratos principais de um pub que conhe&ccedil;o (e recomendo muito) no sul de Londres, o <a href="http://www.thecrownandgreyhound.co.uk/">The Crown &amp; Greyhound</a>, em Dulwich. Vejam s&oacute;:</p>
<p><em>Lingui&ccedil;a caipira (free-range) Gloucester Old Spot (ra&ccedil;a inglesa de porco) com pur&ecirc; de batata e molho com cebola vermelha glaceada com vinagre bals&acirc;mico<br />Salada de legumes e verduras grelhados com molho de rom&atilde; e damasco<br />Fil&eacute; de presunto (gammon steak) na brasa com dois ovos caipiras e fritas<br />Peixe haddock empanado na cerveja com fritas, pur&ecirc; de ervilhas com hortel&atilde; e molho t&aacute;rtaro<br />Torta (empad&atilde;o) de carne com pur&ecirc;, cenouras, br&oacute;colis e molho</em></p>
<p>O empad&atilde;o, as lingui&ccedil;as com pur&ecirc; e o peixe frito com fritas est&atilde;o ali, rejuvenescidos. Nas entradas servidas no mesmo pub, a influ&ecirc;ncia de fora fica bem mais evidente (camembert assado, tapas espanh&oacute;is, h&uacute;mus), mas as sobremesas s&atilde;o atra&ccedil;&otilde;es t&iacute;picas como a lemon tart (torta de lim&atilde;o), o sloe gin eton mess (uma mistureba de merengue, morango, iogurte, a&ccedil;&uacute;car e <em>sloe gin</em>, uma bebida feita de gim a&ccedil;ucarado e uma fruta silvestre chamada <em>sloe</em>) e o <em>sticky toffee pudding</em> (um bolo encharcado em caramelo), que o Ivan Lessa e outros colegas aqui da reda&ccedil;&atilde;o tanto veneram.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<p>A oferta de bebidas, como em qualquer outro pub, &eacute; forte em cervejas locais, ales e bitters &ndash; a novidade &eacute; que hoje h&aacute; tamb&eacute;m uma grande oferta de vinhos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<p>Ou seja: d&aacute; para dizer que a aventura de comer num bom pub n&atilde;o est&aacute; longe da experi&ecirc;ncia de visitar um bistr&ocirc; na Fran&ccedil;a. Voc&ecirc; come e bebe bem, sem gastar os tubos, em um local com atmosfera, clima e sabores locais.</p>]]>
        
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    <title>&apos;Marmiteiros&apos; do mundo, uni-vos!</title>
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    <published>2011-05-28T11:27:09Z</published>
    <updated>2011-05-31T13:49:41Z</updated>


    <summary type="html"><![CDATA[Proibiram o Marmite na Dinamarca. Aquela pasta de fermento, j&aacute; mencionada neste blog, que vem em um estiloso potinho e divide os brit&acirc;nicos em dois extremos &ndash; os que a amam e os que a odeiam. As autoridades do pa&iacute;s...]]></summary>
    <author>
        <name>Thomas Pappon</name>
        
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        <![CDATA[<p>Proibiram o Marmite na Dinamarca. Aquela pasta de fermento, j&aacute; mencionada <a href="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/amesa/2009/12/marmite-e-molho-de-hortela.html">neste blog</a>, que vem em um estiloso potinho e divide os brit&acirc;nicos em dois extremos &ndash; os que a amam e os que a odeiam.</p>
<p>As autoridades do pa&iacute;s que nos deu Helena Christensen, Lars Von Trier, os blocos Lego e <em>The Killing</em> (o seriado policial que ganhou o Bafta de melhor s&eacute;rie estrangeira exibida na TV brit&acirc;nica, batendo <em>Mad Men</em>!) resolveram pegar pesado com alimentos com vitaminas adicionadas, que s&atilde;o considerados - ali, pelo menos - uma amea&ccedil;a &agrave; sa&uacute;de.</p>
<p>J&aacute; tinham proibido alguns cereais e bebidas h&aacute; alguns anos sob essa mesma legisla&ccedil;&atilde;o, mas nenhuma medida causou tanta indigna&ccedil;&atilde;o como o recente veto &agrave; famigerada pasta escura, geralmente passada no p&atilde;o com um pouco de manteiga.</p>
<p>Brit&acirc;nicos residentes na Dinamarca chiaram horrores, lan&ccedil;aram campanhas e amea&ccedil;aram com um boicote contra produtos dinamarqueses.</p>
<p>Os protestos tamb&eacute;m vieram de australianos, neo-zelandeses e sul-africanos, que tamb&eacute;m s&atilde;o chegados a uma torrada com Marmite (ou Vegemite, o quase-equivalente australiano) no caf&eacute; da manh&atilde;.</p>
<p>&ldquo;N&atilde;o vamos mais assistir a <em>The Killing</em>!&rdquo; n&atilde;o foi a pior amea&ccedil;a. O que pode pesar mesmo &eacute; um &ldquo;n&atilde;o&rdquo; generalizado ao bacon dinamarqu&ecirc;s, como o que, segundo o jornal <em>The Guardian</em>, estava sendo organizado pelo Facebook.</p>
<p><img class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0pt 0pt 20px 20px;" src="../../blogs/portuguese/amesa/untitled.JPG" alt="untitled.JPG" width="300" height="300" /></p>
<p>Os brit&acirc;nicos amam bacon, a produ&ccedil;&atilde;o local n&atilde;o d&aacute; conta da demanda e os criadores dinamarqueses tiram aproveitam desse nicho h&aacute; d&eacute;cadas.</p>
<p>N&atilde;o est&aacute; claro ainda se vai ser poss&iacute;vel entrar na Dinamarca com Marmite na bagagem, ou se os &lsquo;marmiteiros&rsquo; de Copenhague ter&atilde;o que apelar para o mercado negro &ndash; e se o tr&aacute;fico de Marmite ser&aacute; punido com cadeia.</p>
<p>Mas a pergunta que n&atilde;o quer calar nessa hist&oacute;ria toda &eacute; essa: qual &eacute; o problema com alimentos industriais &lsquo;fortificados&rsquo; com adi&ccedil;&atilde;o de vitaminas? Por que a Dinamarca diz que eles fazem mal &agrave; sa&uacute;de?</p>
<p>&Eacute; aqui que a discuss&atilde;o esquenta. Segundo nota divulgada pela Embaixada da Dinamarca em Londres (que teve que se pronunciar por causa da ampla cobertura dada ao caso), os dinamarqueses acreditam que &ldquo;&eacute; melhor para n&oacute;s obter as vitaminas de frutas e vegetais (legumes e verduras)&rdquo;, e que por isso o marketing de produtos fortificados n&atilde;o &eacute; autorizado no pa&iacute;s.</p>
<p>Ou seja, tecnicamente, o produto em si n&atilde;o &eacute; &ldquo;proibido&rdquo;, mas sua distribui&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foram autorizados, pelo menos ainda (e talvez n&atilde;o venham a ser) .</p>
<p>Marmite, rico em vitaminas B e &aacute;cido f&oacute;lico, foi desenvolvido a partir de sobras da produ&ccedil;&atilde;o de cerveja, na virada para o s&eacute;culo passado.</p>
<p>Pessoalmente, acho que o produto assusta as autoridades da Dinamarca por ser um arqu&eacute;tipo de alimento inventado em laborat&oacute;rio. Lembra o pavor que muitos tem de alimentos geneticamente modificados &ndash; afinal, n&atilde;o foi a natureza (ou, sei l&aacute;, Deus) que criaram o Marmite: foi um cientista alem&atilde;o.&nbsp;&nbsp;</p>
<p>N&atilde;o h&aacute; evid&ecirc;ncias de que o Marmite fa&ccedil;a mal a sa&uacute;de. Muito pelo contr&aacute;rio. Mas pela rea&ccedil;&atilde;o exacerbada da m&iacute;dia inglesa, pela onda de indigna&ccedil;&atilde;o e pelas amea&ccedil;as de protesto por parte de consumidores, me pergunto se n&atilde;o h&aacute; algum ingrediente &lsquo;estranho&rsquo; e extremamente viciante em uma pasta que, c&aacute; entre n&oacute;s (e por mais que a ame) parece graxa de bicicleta.</p>]]>
        
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    <title>Cozinha Holandesa </title>
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    <published>2011-05-17T16:10:41Z</published>
    <updated>2011-05-23T07:42:29Z</updated>


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    <author>
        <name>Thomas Pappon</name>
        
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        <![CDATA[<p>Recentemente passei um fim de semana visitando amigos em Amsterd&atilde; (isso &eacute; que chamo de ponte a&eacute;rea: o avi&atilde;o sobe, voc&ecirc; mal termina de beber um caf&eacute; e o avi&atilde;o j&aacute; est&aacute; descendo), e constatei que a Holanda &eacute; o raro caso de um pa&iacute;s praticamente sem&nbsp; tradi&ccedil;&atilde;o gastron&ocirc;mica.</p>
<p>Algu&eacute;m a&iacute; j&aacute; ouviu falar em cozinha holandesa?</p>
<p>Pelo que observei, quando querem comer fora, os moradores de Amsterd&atilde; v&atilde;o a restaurantes vietnamitas, indon&eacute;sios, surinameses ou &aacute;rabes.</p>
<p>Ou se aproveitam da vasta oferta de fast food, dos v&aacute;rios quiosques de <em>shawarma</em> &ndash; conhecido como <em>doner</em>, em turco, e <em>gyros, </em>em grego &ndash; que servem o sandu&iacute;che de p&atilde;o &aacute;rabe com salada e fatias do que conhecemos - pelo menos l&aacute; em S&atilde;o Paulo - como churrasco grego (normalmente aqui a carne &eacute; de carneiro ou porco).</p>
<p>Ou v&atilde;o de &ldquo;pizza turca&rdquo;. Comi uma, ao pre&ccedil;o praticamente simb&oacute;lico de 1,5 euros (R$ 3,4), achei uma del&iacute;cia. &Eacute; basicamente uma esfiha aberta grande (com bem menos recheio de carne) enrolada com salada no meio.&nbsp;&nbsp;</p>
<p>Ou v&atilde;o a um rede bizarra de fast-food chamada Febo, em que s&atilde;o vendidos salgadinhos oferecidos individualmente em compartimentos automatizados.</p>
<p>O esquema &eacute; totalmente self-service. Voc&ecirc; entra, escolhe o salgadinho, deposita uma moeda, a janelinha se abre, voc&ecirc; pega o salgadinho.</p>
<p>Em geral s&atilde;o croquetes de carne (<em>kroket</em>), risole de queijo (<em>kaassoufl&eacute;</em>) e salsichas de carne de boi (<em>frikandel</em>), todos eles decepcionantes, por sinal.</p>
<p>Tive a impress&atilde;o que os holandeses n&atilde;o ligam muito para tradi&ccedil;&atilde;o culin&aacute;ria e que, em Amsterd&atilde;, pelo menos, a comida oferecida nas ruas &eacute; quase toda estrangeira.&nbsp;</p>
<p>Acho que o mais perto que cheguei da cozinha tradicional holandesa foi numa visita a um a&ccedil;ougue, onde serviam arenque cru com cebola e pepino em conserva e uma variedade interessante de salsichas secas ou defumadas.&nbsp;</p>
<p><img class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" src="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/amesa/cervejaria.jpg" alt="cervejaria.jpg" width="300" height="520" /></p>
<p>Pesquisando na internet vi que &eacute; isso mesmo, que os holandeses n&atilde;o t&ecirc;m tradi&ccedil;&atilde;o na chamada alta cozinha, e que isso se explicaria pelo esp&iacute;rito pragm&aacute;tico e educa&ccedil;&atilde;o massificada que tomaram conta depois que o pa&iacute;s enfrentou um empobrecimento generalizado na virada para o s&eacute;culo 20.&nbsp;&nbsp;</p>
<p>Grosso modo, existem tr&ecirc;s cozinhas regionais distintas, mais ou menos influenciadas pelos vizinhos B&eacute;lgica e Alemanha, em que os destaques s&atilde;o cozidos, ensopados e panquecas, pratos substanciais &ndash; pelo que li &ndash; e frugais.</p>
<p>Nada disso &eacute; um problema. Os holandeses certamente s&atilde;o gente que sabe curtir a vida e gosta de compartilhar com turistas o seu <em>savoir fair</em>, mesmo que este n&atilde;o esteja necessariamente ligado a tradi&ccedil;&atilde;o culin&aacute;ria ou alta cozinha.&nbsp;&nbsp;</p>
<p>Compartilho com os holandeses de um grande apre&ccedil;o por queijos, salsichas e aspargo fresco - e confesso ter ficado decepcionado quando descobri que o principal acompanhamento do broto, o famoso molho <em>hollandaise</em> (o molho mais complicado que j&aacute; tentei fazer e nunca consegui), &eacute; cria&ccedil;&atilde;o da alta cozinha francesa.</p>
<p>E Amsterd&atilde; tem um lugar imperd&iacute;vel para quem gosta de cerveja: <a href="http://www.brouwerijhetij.nl/pers_en.htm">a cervejaria Brouwerij&rsquo;t IJ</a> (s&oacute; holand&ecirc;s consegue pronunciar esse nome), localizada num moinho &agrave; beira de um canal, em que s&oacute; &eacute; servida cerveja feita ali mesmo, distinta, cremosa, maravilhosa.</p>
<p>E tem os famosos coffee shops, que sempre me fazem sonhar com um mundo melhor e mais tolerante. Como disse, os holandeses sabem viver.</p>]]>
        
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    <title>Venha jantar comigo </title>
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    <published>2011-05-10T15:25:05Z</published>
    <updated>2011-05-11T14:44:44Z</updated>


    <summary type="html"><![CDATA[&Eacute; uma coisa bem brit&acirc;nica: a dinner party. Trata-se basicamente de um jantar organizado em casa para convidados, com entrada, prato principal e sobremesa. Aqui, a ocasi&atilde;o &eacute; levada muito a s&eacute;rio. Garantir o sucesso de uma dinner party e...]]></summary>
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        <name>Thomas Pappon</name>
        
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        <![CDATA[<p>&Eacute; uma coisa bem brit&acirc;nica: a <em>dinner party</em>. Trata-se basicamente de um jantar organizado em casa para convidados, com entrada, prato principal e sobremesa.</p>
<p>Aqui, a ocasi&atilde;o &eacute; levada muito a s&eacute;rio. Garantir o sucesso de uma <em>dinner party</em> e defender a reputa&ccedil;&atilde;o de cozinheiro e organizador de eventos &eacute; visto como uma quest&atilde;o da maior import&acirc;ncia.</p>
<p>Tenho a impress&atilde;o at&eacute; que o desgosto causado por uma <em>dinner party</em> fracassada ou mesmo meia-boca pode levar meses para ser superado.</p>
<p>Pude observar melhor esse fen&ocirc;meno acompanhando um programa de TV sensacional chamado <em>Come Dine With Me</em> (Venha Jantar Comigo).</p>
<p>Ele funciona assim: quatro convidados se revezam em organizar <em>dinner parties</em> - cada um recebendo os outros em sua casa &ndash; depois de obter 125 libras (R$ 329) para cobrir os custos da comida e das bebidas.</p>
<p>Cada participante d&aacute; uma nota de 0 a 10 julgando a comida e o &lsquo;clima&rsquo; do evento de cada <em>dinner party</em>. Quem levar a soma de notas mais alta ganha o pr&ecirc;mio, de mil libras (R$ 2,6 mil).</p>
<p>Uma voz em off&nbsp; traz humor para a coisa toda em uma narra&ccedil;&atilde;o com pitadas generosas de sarcasmo.&nbsp;</p>
<p>Transmitido pela primeira vez em 2005 pelo canal privado Channel 4, em meio a expectativas modestas, o programa foi se transformando em um fen&ocirc;meno de audi&ecirc;ncia.</p>
<p>Est&aacute; na 24&ordf; temporada, &eacute; transmitido em hor&aacute;rio nobre para uma audi&ecirc;ncia fiel de 3 milh&otilde;es (em um pa&iacute;s de 60 milh&otilde;es de habitantes) e o formato foi exportado para 25 pa&iacute;ses (na Alemanha chama-se <em>Das Perfekte Dinner</em>).</p>
<p>O segredo desse sucesso todo &ndash; e a raz&atilde;o que me fisgou &ndash; &eacute; a &lsquo;schadenfreude&rsquo; da classe m&eacute;dia, grosso modo, o prazer que as pessoas t&ecirc;m em ver a desgra&ccedil;a dos outros.</p>
<p>Uma coisa &eacute; voc&ecirc; organizar uma dinner party para convidados desconhecidos, tentar impression&aacute;-los com uma receita nova e ambiciosa, eles chegarem atrasados, a carne e os legumes passarem do ponto e tudo dar errado.</p>
<p>Outra coisa &eacute; isso ser filmado, transmitido em rede nacional e acompanhado por 3 milh&otilde;es de pessoas.</p>
<p>&Eacute; um show de humilha&ccedil;&atilde;o. Choro, convidados falando mal dos outros ou sendo levados de t&aacute;xi embriagados, temperos sendo exagerados ou esquecidos, arrog&acirc;ncia ou autoestima elevada dando lugar a desespero, receitas bizarras, id&eacute;ias ruins, id&eacute;ias boas, planos que d&atilde;o certo, planos que d&atilde;o errado e muitos planos ficando no meio do caminho.</p>
<p>Na verdade, cansei um pouco do formato, de tanto sentir pena da decep&ccedil;&atilde;o de um cozinheiro ao descobrir que o jantar n&atilde;o ficou do jeito que ele queria.</p>
<p>Mas o programa tem outra qualidade. Como os participantes s&atilde;o gente comum (exceto em epis&oacute;dios especiais com chefs profissionais), vejo o <em>Come Dine With Me</em> tamb&eacute;m como uma &oacute;tima forma de voc&ecirc; ter par&acirc;metros para avaliar a pr&oacute;pria habilidade.</p>
<p>Afinal, verdade seja dita, confian&ccedil;a &eacute; fundamental na cozinha.</p>]]>
        
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    <title>A cara (de maçã) do verão</title>
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    <id>tag:www.bbc.co.uk,2011:/blogs/portuguese/amesa//442.289486</id>


    <published>2011-04-26T14:52:54Z</published>
    <updated>2011-05-17T19:34:09Z</updated>


    <summary type="html"><![CDATA[Ei, voc&ecirc;s a&iacute;: estamos vivendo um abril maravilhoso, coisa rara em Londres. Dias e dias de sol e c&eacute;u azul e calor, uma beleza. Nos pubs, todo mundo de bermuda em mesas nas cal&ccedil;adas e muita gente bebendo cidra em...]]></summary>
    <author>
        <name>Thomas Pappon</name>
        
    </author>
    
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    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/amesa/">
        <![CDATA[<p>Ei, voc&ecirc;s a&iacute;: estamos vivendo um abril maravilhoso, coisa rara em Londres. Dias e dias de sol e c&eacute;u azul e calor, uma beleza.</p>
<p>Nos pubs, todo mundo de bermuda em mesas nas cal&ccedil;adas e muita gente bebendo cidra em vez de cerveja.</p>
<p>Cidra &eacute; a cara do ver&atilde;o, pelo menos passou a ser na cabe&ccedil;a de muitos ingleses depois de pesadas campanhas publicit&aacute;rias de fabricantes da bebida, que investiram pesado para cultivar justamente essa imagem.</p>
<p>Hoje a Gr&atilde;-Bretanha &eacute; o pa&iacute;s com o maior consumo per capita de cidra, mas&nbsp;at&eacute; o final dos anos 90, cidra n&atilde;o era uma bebida <em>trendy</em>, ou da moda - era vista como coisa de jovem arruaceiro (por causa das v&aacute;rias variantes&nbsp;baratas e de&nbsp;alto teor alco&oacute;lico).</p>
<p>Hoje h&aacute; v&aacute;rias marcas de qualidade &ndash; Magners (irlandesa), Aspall e Bulmers, por exemplo&nbsp;&ndash; da bebida feita da fermenta&ccedil;&atilde;o de suco de ma&ccedil;&atilde;, e, como h&aacute; v&aacute;rias regi&otilde;es produtoras de ma&ccedil;&atilde;s no pa&iacute;s &ndash; a exemplo do que ocorre na Fran&ccedil;a &ndash; h&aacute; v&aacute;rios produtores pequenos fazendo cidras maravilhosas, oferecendo grande varia&ccedil;&atilde;o na grada&ccedil;&atilde;o alco&oacute;lica, apar&ecirc;ncia e sabor.</p>
<p>Torcia o nariz para cidra, talvez influenciado tamb&eacute;m pela reputa&ccedil;&atilde;o ruim que ela tinha no Brasil, onde s&oacute; havia uma marca (essa mesmo)&nbsp;e era vista como uma esp&eacute;cie de primo bem pobre e cafona da champanha.</p>
<p>Hoje curto muito uma cidra. Descobri que ela alterna com cerveja numa boa, ao contr&aacute;rio do vinho.</p>
<p>Em Paris, descobri as cidras mais r&uacute;sticas,&nbsp;ideais para acompanhar um crepe, e s&oacute; depois disso notei a grande variedade de cidras &ldquo;especiais&rdquo; nos supermercados londrinos.</p>
<p><img class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" src="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/amesa/apple.bmp" alt="apple.bmp" width="203" height="152" /></p>
<p>Descobri tamb&eacute;m o seu potencial na cozinha &ndash; depois de ver no <em>Daily Telegraph</em> uma receita de macarr&atilde;o com vongole e cidra.</p>
<p>Acabei criando um molho muito f&aacute;cil que, a exemplo de um molho madeira, por exemplo, funciona muito bem para acompanhar carnes e batatas: o molho de cidra com cogumelos.</p>
<p>Em uma panela ou frigideira grande refogue, em um pouco de manteiga, um dente de alho picado e cinco cogumelos frescos fatiados (do tipo champignon ou <em>chestnut mushroom</em>, ser&aacute; que tem no Brasil?).&nbsp;</p>
<p>Enquanto isso, misture em uma tigela um cubo de caldo de carne com uma colher de ch&aacute; cheia de farinha e um pouco de cidra, o suficiente para formar uma pasta levemente aguada&nbsp;uniforme.</p>
<p>Quando o cogumelo estiver refogado &ndash; depois de cerca de 3 minutos &ndash; junte 300 ml (um copo grande) de cidra &agrave; frigideira, deixe ferver, e acrescente a pasta da tigela. Mexa bem, deixe fermentar em fogo m&eacute;dio por cerca de 2 minutos, at&eacute; o molho reduzir.</p>
<p>Com um bom bife mal passado, &eacute; uma del&iacute;cia.</p>
<p>Antes que eu esque&ccedil;a. Provei (e funcionou bem no molho) cidra de pera, conhecida por aqui como <em>perry</em>.&nbsp;Outra grande curti&ccedil;&atilde;o.&nbsp;Experimente a <em>perry </em>sueca Kopparberg - ela vende mais aqui do que na pr&oacute;pria Su&eacute;cia.</p>
<p>&nbsp;</p>]]>
        
    </content>
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    <title>Feliz Ano Novo! (Muita romã para você também)</title>
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    <id>tag:www.bbc.co.uk,2011:/blogs/portuguese/amesa//442.288969</id>


    <published>2011-04-17T14:45:02Z</published>
    <updated>2011-04-17T15:56:44Z</updated>


    <summary type="html"><![CDATA[ &nbsp;Rom&atilde; &eacute; fonte de vitaminas e antioxidantes Foi uma dessas felizes coincid&ecirc;ncias que eu tenha resolvido ir a um restaurante persa justamente &agrave;s v&eacute;speras do Ano Novo persa, o Nowruz, algumas semanas atr&aacute;s. Eu n&atilde;o sabia, mas fui informado...]]></summary>
    <author>
        <name>Pablo Uchoa</name>
        
    </author>
    
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        <![CDATA[<div class="imgCaptionRight" style="float: right; "><a href="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/amesa/roma.jpg"><img class="mt-image-right" style="margin: 10px 0 5px 20px;" src="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/amesa/assets_c/2011/04/roma-thumb-800x600-72171.jpg" alt="" width="226" height="169" /></a>
<p style="max-width:226px;font-size: 11px; color: #666666;margin-left:20px;">&nbsp;Rom&atilde; &eacute; fonte de vitaminas e antioxidantes</p>
</div>
<p>Foi uma dessas felizes coincid&ecirc;ncias que eu tenha resolvido ir a um restaurante persa justamente &agrave;s v&eacute;speras do Ano Novo persa, o Nowruz, algumas semanas atr&aacute;s.</p>
<p>Eu n&atilde;o sabia, mas fui informado de que o Ano Novo persa coincide com a entrada da primavera no hemisf&eacute;rio norte (o que ali&aacute;s me parece bem apropriado). As lojinhas do oeste de Londres, onde fica o fino da bossa local em comida do Oriente M&eacute;dio, vendiam o sabzeh, uma esp&eacute;cie de arranjo de brotos de lentilha e trigo, simbolizando o come&ccedil;o de um novo per&iacute;odo.</p>
<p>Para mim, que moro no norte/leste/regi&atilde;o central de Londres, essas idas ao oeste s&atilde;o como ir para outro pa&iacute;s. E as boas-vindas ao restaurante Sufi s&oacute; confirmaram o estado de, digamos, feriado espiritual. Um forno de cer&acirc;mica logo na entrada enche o ar com o aroma de p&atilde;o quentinho, o p&atilde;o nan, achatado e salpicado com sementes de gergelim.</p>
<p>A antiga P&eacute;rsia, hoje Ir&atilde;, sempre foi lugar de passagem para as mercadorias que percorriam a rota da seda e a cozinha, como o resto da cultura, creio eu, n&atilde;o deixa de refletir isso. A culin&aacute;ria agrega tanto as doces especiarias das Ar&aacute;bias quanto os temperos das &Iacute;ndias do Pac&iacute;fico, conjugados de maneira delicada mas profunda, multidimensional.</p>
<p>Adorei a experi&ecirc;ncia e n&atilde;o deixei de, na volta para casa, passar em uma das lojinhas e comprar alguns ingredientes muito usados no card&aacute;pio do restaurante: rom&atilde; (a fruta em si), xarope de rom&atilde; (feito do suco da fruta reduzido com um toque de suco de lim&atilde;o) e nozes.</p>
<p>A combina&ccedil;&atilde;o &eacute; muito usada em entradas, saladas, pratos quentes. Em particular, no delicioso e rico fesenjan, um ensopado normalmente feito com frango ou pato e consumido, leio, bastante na &eacute;poca do Ano Novo.</p>
<p>Confesso, nunca havia cozinhado com rom&atilde;, cuja refer&ecirc;ncia para mim era apenas, se me engano, a op&ccedil;&atilde;o mais assanhadinha naquela brincadeira de crian&ccedil;a p&ecirc;ra-uva-ma&ccedil;&atilde;. Agora sei que a fruta tem v&aacute;rias vitaminas, combate os radicais livres e faz bem &agrave; sa&uacute;de.</p>
<p>N&atilde;o h&aacute; nada de avan&ccedil;ado na receita de azeitonas que deixo aqui, tirada do excelente <a href="http://turmericsaffron.blogspot.com/2010/11/zeytoon-parvardeh-persian-olive.html" target="_blank">blog Turmeric &amp; Saffron</a>. &Eacute; poss&iacute;vel adapt&aacute;-la segundo o gosto de cada um. Uma forma criativa e f&aacute;cil de variar aquela t&aacute;bua de queijos, p&atilde;es e outras comidinhas para acompanhar uma noite de vinhos com os amigos.<a href="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/amesa/assets_c/2011/04/Zaytoon_Parvardeh_Irani-thumb-226x219-72173-thumb-226x219-72174-thumb-226x219-72175.jpg"><img class="mt-image-right" style="FLOAT: right; MARGIN: 10px 0px 5px 20px" src="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/amesa/assets_c/2011/04/Zaytoon_Parvardeh_Irani-thumb-226x219-72173-thumb-226x219-72174-thumb-226x219-72175-thumb-226x219-72176.jpg" alt="" width="226" height="219" /></a></p>
<p>&nbsp;<strong>Zaytoon Parvardeh</strong><br />(Azeitonas verdes em molho de rom&atilde;, nozes e ervas)</p>
<p>400 g de azeitonas verdes (sem semente e lavadas para retirar o sal)<br />4 dentes de alho<br />1 x&iacute;cara de sementes de rom&atilde;<br />1 x&iacute;cara de nozes picadas<br />&frac12; x&iacute;cara de xarope de rom&atilde;<br />2 colheres de azeite<br />Um punhado de hortel&atilde; picada<br />Sal e pimenta a gosto</p>
<div class="imgCaption">Misture primeiro os ingredientes s&oacute;lidos &ndash; azeitonas, alho, sementes de rom&atilde;, nozes.</div>
<div class="imgCaption">
<div class="imgCaptionRight" style="float: right; ">
<p style="max-width:226px;font-size: 11px; color: #666666;margin-left:20px;">Zaytoon Parvardeh (Foto: Turmeric &amp; Saffron)</p>
</div>
</div>
<div class="imgCaption">Depois, o azeite e o xarope de rom&atilde;. Prove e, se achar que precisa, coloque um pouco mais do ingrediente que preferir. Acrescente sal e pimenta a gosto e, para terminar, a hortel&atilde;. Mantenha na geladeira umas duas horas antes de servir para permitir que os sabores se combinem.</div>
<p>N&atilde;o tem muito erro &ndash; o &ldquo;perigo&rdquo; maior &eacute; utilizar azeitonas salgadas demais ou carregar no alho e ofuscar a delicadeza dos outros ingredientes. Na propor&ccedil;&atilde;o certa, com ingredientes frescos, &eacute; uma receita arom&aacute;tica.</p>
<p>Para terminar, deixo aqui alguns links que podem ser &uacute;teis: o do restaurante Sufi, do blog de comida persa e de outras receitas com rom&atilde; no blog da BBC. At&eacute; a pr&oacute;xima!</p>
<p><a href="http://www.sufirestaurant.com/menu.php">http://www.sufirestaurant.com/menu.php</a></p>
<p><a href="http://turmericsaffron.blogspot.com/2010/11/zeytoon-parvardeh-persian-olive.html">http://turmericsaffron.blogspot.com/2010/11/zeytoon-parvardeh-persian-olive.html</a></p>
<p><a href="http://www.bbcgoodfood.com/search.do?keywords=Pomegranate&amp;searchType=recipes&amp;pager.offset=30">http://www.bbcgoodfood.com/search.do?keywords=Pomegranate&amp;searchType=recipes&amp;pager.offset=30</a></p>]]>
        
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    <title>Verdura ou legume?</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/amesa/2011/04/verdura-ou-legume.html" />
    <id>tag:www.bbc.co.uk,2011:/blogs/portuguese/amesa//442.288223</id>


    <published>2011-04-07T13:09:31Z</published>
    <updated>2011-05-17T20:05:07Z</updated>


    <summary type="html"><![CDATA[Responda r&aacute;pido: couve-flor &eacute; legume ou verdura? E cenoura? E piment&atilde;o? E tomate? Na l&iacute;ngua inglesa, eles s&atilde;o vegetables e ponto. Faz um tempo chamei neste blog uma verdura de &lsquo;vegetal&rsquo; e uma leitora disse que isso seria um cognato,...]]></summary>
    <author>
        <name>Thomas Pappon</name>
        
    </author>
    
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    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/amesa/">
        <![CDATA[<p>Responda r&aacute;pido: couve-flor &eacute; legume ou verdura? E cenoura? E piment&atilde;o? E tomate?</p>
<p>Na l&iacute;ngua inglesa, eles s&atilde;o <em>vegetables</em> e ponto. Faz um tempo chamei neste blog uma verdura de &lsquo;vegetal&rsquo; e uma leitora disse que isso seria um cognato, um erro de tradu&ccedil;&atilde;o, porque o que na Inglaterra &eacute; conhecido como <em>vegetable</em> teria que ser, no Brasil,&nbsp;legume ou verdura.</p>
<p>O leitor est&aacute; certo - apesar de, a priori, todos os nossos legumes e verduras serem vegetais &ndash;, mas acho um saco ter que definir um ou outro, ainda mais levando em conta os regionalismos e acep&ccedil;&otilde;es diversas que acabaram borrando ou dinamitando de vez as barreiras que separam legumes de verduras. E n&atilde;o consigo entender a necessidade de separar um do outro.&nbsp;&nbsp;</p>
<p>No dicion&aacute;rio <em>Michaelis</em>, um dos substantivos apontados para &lsquo;legume&rsquo; &eacute; justamente &lsquo;verdura&rsquo;. E no verbete &lsquo;verdura&rsquo;, no <em>Houaiss</em>, das nove acep&ccedil;&otilde;es do termo, apenas uma, a oitava, se refere &agrave; no&ccedil;&atilde;o mais corriqueira, &agrave; que tento me referir aqui nesse post, ao coletivo para as coisas saud&aacute;veis, geralmente verdes, que compramos na se&ccedil;&atilde;o de verduras do supermercado.</p>
<p>Est&aacute; assim: 8. hortali&ccedil;a. As outras acep&ccedil;&otilde;es n&atilde;o t&ecirc;m nada a ver com o que eu conhe&ccedil;o como &lsquo;verdura&rsquo; (&lsquo;a cor verde dos vegetais&rsquo;; &lsquo;a vegeta&ccedil;&atilde;o, o verde, verdor&rsquo;; &lsquo;for&ccedil;a, vigor vi&ccedil;o&rsquo;; &lsquo;inexperi&ecirc;ncia por falta de pr&aacute;tica ou em raz&atilde;o da pouca idade&rsquo;; &lsquo;imperfei&ccedil;&atilde;o, incorre&ccedil;&atilde;o&rsquo;).</p>
<p>O <em>Michaelis</em> que circula aqui na reda&ccedil;&atilde;o da BBC Brasil, longe de me ajudar a encontrar uma defini&ccedil;&atilde;o clara para 'verdura', tornou a coisa ainda mais vaga. Verdura, al&eacute;m de poder ser &lsquo;hortali&ccedil;a&rsquo;, pode ser &lsquo;as plantas, os vegetais&rsquo;.</p>
<p>Por que dois dos dicion&aacute;rios mais conhecidos da l&iacute;ngua portuguesa n&atilde;o trazem, logo no come&ccedil;o, uma defini&ccedil;&atilde;o do termo na linha &lsquo;nome dado aos vegetais que, etc...&rsquo; apontando suas principais caracter&iacute;sticas - para que possamos diferenci&aacute;-los de legumes?</p>
<p>Nem minha querida e geralmente confi&aacute;vel Wikip&eacute;dia tem uma defini&ccedil;&atilde;o para verdura. Toda vez que voc&ecirc; clica num hiperlink &lsquo;verdura&rsquo;, vai parar no artigo &lsquo;hortali&ccedil;a&rsquo;, onde, mais uma vez, n&atilde;o ficam claras as diferen&ccedil;as entre hortali&ccedil;as, verduras e legumes.&nbsp;&nbsp;</p>
<p>Segundo a Wikip&eacute;dia, legumes s&atilde;o vagens e feij&otilde;es, ou, em uma acep&ccedil;&atilde;o mais ampla, todos os vegetais comest&iacute;veis &lsquo;que n&atilde;o sejam verduras nem frutas&rsquo;. Feij&atilde;o &eacute; legume (achei que fosse gr&atilde;o, me enganei), certo?</p>
<p>Verduras seriam folhas, caules e ra&iacute;zes de diversas plantas, como a &lsquo;cenoura&rsquo; (achei que cenoura fosse legume). &lsquo;Mas o termo pode incluir frutos n&atilde;o doces como as vagens verdes, o pepino, os diferentes tipos de ab&oacute;boras, tomates, abacates e pimentas&rsquo;, diz a Wikipedia. Portanto, tomate (tecnicamente uma fruta) seria, segundo a Wikip&eacute;dia, uma verdura.</p>
<p>Mas achei um outro site em que um &ldquo;professor&rdquo; d&aacute; uma defini&ccedil;&atilde;o que faz sentido. Ele diz que chama-se de verdura &ldquo;os vegetais em que as partes comest&iacute;veis s&atilde;o folhas, flores, bot&otilde;es ou hastes&rdquo;. Que nos legumes, as partes comest&iacute;veis s&atilde;o os &ldquo;frutos, sementes ou partes que se desenvolvem na terra&rdquo;. Que, logo, cenoura e tomate seriam legumes.&nbsp;&nbsp;</p>
<p>A Wikip&eacute;dia entra em contradi&ccedil;&atilde;o quando fala de hortali&ccedil;as, complicando ainda mais a coisa toda. Ela diz que &lsquo;frutas, frutos secos, especiarias, batatas, mandioca e gr&atilde;os&rsquo; n&atilde;o seriam hortali&ccedil;as, mas se voc&ecirc; clicar em &lsquo;gr&atilde;o&rsquo; vai chegar ao sin&ocirc;nimo &lsquo;cereal&rsquo;, que lista milho e arroz entre seus principais representantes. O milho, por exemplo, aparece na lista de hortali&ccedil;as, assim como batata , tomates e piment&otilde;es (esses dois &uacute;ltimos s&atilde;o frutas), todos listados antes como vegetais &lsquo;que n&atilde;o seriam hortali&ccedil;as&rsquo;.</p>
<p>Acontece que a lista de hortali&ccedil;as, em p&aacute;gina separada, traz a ressalva de que alguns vegetais que s&atilde;o &lsquo;frutos&rsquo; s&atilde;o considerados hortali&ccedil;as &lsquo;no sentido culin&aacute;rio&rsquo;.</p>
<p>Esse &eacute; o tub&eacute;rculo do problema: vegetais podem ser verduras, legumes e/ou hortali&ccedil;as &ndash; ou mesmo nenhum dos tr&ecirc;s &ndash; dependendo do &lsquo;sentido&rsquo;, que pode ser nutricional, agr&iacute;cola, culin&aacute;rio ou bot&acirc;nico.</p>
<p>Deu para entender? Resumindo: vou continuar a ter as d&uacute;vidas que levantei no in&iacute;cio deste post. Na boa: seria tudo mais f&aacute;cil se fiz&eacute;ssemos que nem os ingleses, cham&aacute;ssemos todos eles de vegetais, e ponto.</p>]]>
        
    </content>
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    <title>Em louvor ao Japão</title>
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    <published>2011-03-24T15:00:30Z</published>
    <updated>2011-03-25T08:08:42Z</updated>


    <summary type="html"><![CDATA[O Jap&atilde;o &eacute; uma inspira&ccedil;&atilde;o. Talvez influenciado pela v&aacute;rias mat&eacute;rias elogiando o estoicismo do povo japon&ecirc;s ap&oacute;s o tr&aacute;gico tremor que sacudiu o pa&iacute;s &ndash; n&atilde;o houve saques, n&atilde;o &eacute; incr&iacute;vel? &ndash; quero compartilhar alguns pensamentos sobre a culin&aacute;ria japonesa....]]></summary>
    <author>
        <name>Thomas Pappon</name>
        
    </author>
    
    <category term="culináriajaponesa" label="culinária japonesa" scheme="http://www.sixapart.com/ns/types#tag" />
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    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/amesa/">
        <![CDATA[<p>O Jap&atilde;o &eacute; uma inspira&ccedil;&atilde;o. Talvez influenciado pela v&aacute;rias mat&eacute;rias elogiando o estoicismo do povo japon&ecirc;s ap&oacute;s o tr&aacute;gico tremor que sacudiu o pa&iacute;s &ndash; n&atilde;o houve saques, n&atilde;o &eacute; incr&iacute;vel? &ndash; quero compartilhar alguns pensamentos sobre a culin&aacute;ria japonesa.</p>
<p>Para mim, a comida japonesa melhorou a vida em S&atilde;o Paulo. Foi como achar um tesouro no jardim de casa: S&atilde;o Paulo descobriu o sushi, o sashimi, a Liberdade e que estes j&aacute; estavam l&aacute;, ali, na moita, fazendo parte da identidade da cidade.&nbsp;</p>
<p>Hoje, qualquer pessoa que visita S&atilde;o Paulo sabe que vai enfrentar as chatices de sempre &ndash; polui&ccedil;&atilde;o, tr&acirc;nsito, barulho, sujeira, fei&uacute;ra generalizada da cidade &ndash; mas que vai ter essa compensa&ccedil;&atilde;o: a de curtir uma experi&ecirc;ncia gastron&ocirc;mica japonesa decente.<br />&nbsp;<br />Aqui em Londres n&atilde;o &eacute; assim, o que, de certa forma, me aproximou de conhecimentos sobre a comida japonesa. O sushi servido nos restaurantes perto de casa &ndash; no sul de Londres h&aacute; pouqu&iacute;ssimos &ndash; &eacute; caro e meia-boca, portanto, foi melhor aprender a faz&ecirc;-lo &ndash; tirando proveito de outra vantagem, de ter acesso a atum e salm&atilde;o, dois peixes bastante comuns na Inglaterra.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<p>Os chefes e <em>food writers</em>&nbsp;t&ecirc;m grande respeito e admira&ccedil;&atilde;o pela cozinha japonesa (n&atilde;o deve ser &agrave; toa que T&oacute;quio &eacute; a cidade com mais restaurantes 3 estrelas do guia Michelin), e aprendi, com eles, duas coisas - provavelmente manjadas - que enriqueceram horrores o meu ainda modesto por&eacute;m promissor repert&oacute;rio como cozinheiro chefe da (minha) casa.</p>
<p>Primeiro, uma f&oacute;rmula m&aacute;gica: shoyu + gengibre + a&ccedil;&uacute;car + mirin (+ alho, que n&atilde;o &eacute; l&aacute; um ingrediente muito japon&ecirc;s, mas &eacute; uma boa).</p>
<p>&Eacute; m&aacute;gico mesmo, esse molho/tempero&nbsp;conhecido como <em>teriyaki</em>, que d&aacute; um sabor agridoce a qualquer carne ou verdura.</p>
<p>Nesse exemplo, em que cozinho para seis pessoas (a fam&iacute;lia + 1 ap&ecirc;ndice, geralmente o namorado da filha ou a namorada do filho), usei essa mistura (3 colheres de sopa de shoyu, 1 colher de gengibre ralado, meia colher de ch&aacute; de pasta de alho, 1 colher de sopa de a&ccedil;&uacute;car, outra de mirin ou saqu&ecirc;) para refogar tiras de carne (600 gr de boi, frango ou porco). Acrescente verduras (1 repolho inteiro picado por exemplo, ou 300 gr de vagem ou <em>mangetout</em> ou <em>sugar snaps</em>), refogue mais um pouco. Pronto. Sirva em cima de por&ccedil;&atilde;o generosa de arroz de sushi em uma tigela. Se quiser, acrescente sementes de gergelim torradas. As crian&ccedil;as v&atilde;o amar, acredite.</p>
<p>Segundo, outra f&oacute;rmula m&aacute;gica: miss&ocirc; branco + gengibre + mirim + a&ccedil;&uacute;car</p>
<p>Conheci este molho numa receita sensacional de um chef brit&acirc;nico (assista em <a href="https://bbcbreakingnews.pages.dev/food/recipes/grilledaubergineswit_90214">v&iacute;deo aqui</a>) para uma berinjela frita com molho de miss&ocirc; doce. O molho tamb&eacute;m &eacute; ideal para acompanhar espetinhos de carne (frango, de prefer&ecirc;ncia) ou de verduras e legumes - &eacute; o molho servido com espetos nos restaurantes japoneses de S&atilde;o Paulo.</p>
<p>A berinjela (show de bola, todos v&atilde;o amar) &eacute; feita assim: corte dois legumes ao meio, frite em frigideira com &oacute;leo, cada lado por tr&ecirc;s minutos. Seque as berinjelas, coloque-as em uma travessa, com o lado da casca para baixo. Fa&ccedil;a uma pasta juntando 1 colher de sopa generosa de miss&ocirc; branco com uma colher de ch&aacute; de gengibre (em p&oacute;, ralado ou em pasta), outras de a&ccedil;&uacute;car e de mirin. Besunte generosamente as partes de cima das berinjelas com essa pasta. Grelhar no forno, at&eacute; a pasta borbulhar.</p>
<p>Assim como no Brasil se usa sal, pimenta e alho para tudo, eu passei a usar o teriyaki como um tempero-base. Para um r&aacute;pido refogado, nada mais confi&aacute;vel.</p>
<p>Simples e eficiente, mais uma grande inspira&ccedil;&atilde;o vinda do Jap&atilde;o.</p>]]>
        
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    <title>O pão da liberdade</title>
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    <published>2011-03-16T13:34:43Z</published>
    <updated>2011-03-29T20:50:51Z</updated>


    <summary type="html"><![CDATA[O leitor me perdoe a filosofia barata, mas tem coisas que a gente cozinha que d&atilde;o uma imensa sensa&ccedil;&atilde;o de liberdade. P&atilde;o, por exemplo: um alimento t&atilde;o b&aacute;sico, uma fonte de carboidratos t&atilde;o fundamental. Que mortal que tenha ido uma...]]></summary>
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        <name>Pablo Uchoa</name>
        
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        <![CDATA[<p>O leitor me perdoe a filosofia barata, mas tem coisas que a gente cozinha que d&atilde;o uma imensa sensa&ccedil;&atilde;o de liberdade. P&atilde;o, por exemplo: um alimento t&atilde;o b&aacute;sico, uma fonte de carboidratos t&atilde;o fundamental. Que mortal que tenha ido uma vez &agrave; padaria n&atilde;o guarda o aroma do p&atilde;ozinho sa&iacute;do da fornada? A sensa&ccedil;&atilde;o confort&aacute;vel &ndash; ao tato, ao olfato e, sobretudo, ao paladar &ndash; de um p&atilde;ozinho quentinho.</p>
<p>Farinha, &aacute;gua e fermento (&agrave;s vezes uma colher de &oacute;leo ou manteiga). Fazer p&atilde;o requer t&atilde;o poucos ingredientes que at&eacute; hoje me impressiono. O &uacute;nico requerimento &eacute; uma alma aventureira. Porque &eacute; t&atilde;o f&aacute;cil e pr&aacute;tico variar a receita, o m&eacute;todo, o tipo de farinha, o tempo de deixar&nbsp; massa descansar, os ingredientes extras e os recheios, que o resultado dificilmente ser&aacute; repetitivo.</p>
<p>Esse a&iacute; na foto ao lado, por exemplo. No s&aacute;bado, precisei de literalmente dois minutos para misturar os ingredientes. Sa&iacute; para jogar meu futebolzinho enquanto a massa crescia. Na volta, sovei por dez minutos. A receita est&aacute; abaixo. E o hamburguer, tamb&eacute;m feito em casa, acompanha queijo ementhal, manjeric&atilde;o, tomate e uma ta&ccedil;a de bom Merlot.</p>
<div class="imgCaptionRight" style="float: right; "><img class="mt-image-right" style="margin: 10px 0 5px 20px;" src="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/amesa/burguer.jpg" alt="P&atilde;o de hamb&uacute;rguer com crosta dura - Foto: Pablo Uchoa" width="386" height="217" />
<p style="width: 386px; color: #666666; margin-left: 20px; font-size: 11px;">Gostou? A crosta durinha &eacute; opcional</p>
</div>
<p><strong>P&atilde;o b&aacute;sico</strong></p>
<p>* 450g / 4 x&iacute;caras de farinha de trigo (sugest&atilde;o: substituir uma x&iacute;cara de farinha branca por integral)<br />* 25g / 2 colheres de manteiga ou &oacute;leo<br />* 1 colher de ch&aacute; de sal<br />* 1 sachet de 7g / 1 colher de ch&aacute; de fermento <br />* 330 ml de &aacute;gua morna (1 parte de &aacute;gua fervente e 2 de &aacute;gua fria)</p>
<p>&Eacute; absolutamente desnecess&aacute;rio, mas nessa receita uso o processador. &Eacute; mais r&aacute;pido, mas na m&atilde;o o processo &eacute; o mesmo. Misture os ingredientes secos (no processador, use a fun&ccedil;&atilde;o pulsar por alguns segundos). Depois,&nbsp; na velocidade m&iacute;nima, acrescente a manteiga e, muito aos poucos, a &aacute;gua. No processador dura, literalmente, dois minutos. Nesse tempo a massa vai de seca para empedrada (como um <em>crumble</em>) e depois come&ccedil;a a ligar. N&atilde;o deixe exagerar &ndash; a ideia &eacute; formar uma bola fofa, macia, mas n&atilde;o l&iacute;quida.</p>
<p>Transfira a massa para uma tigela, cubra com um pl&aacute;stico (por exemplo, uma sacola de cozinha, sem muito rigor) e deixe crescer por mais ou menos uma hora ou at&eacute; dobrar de tamanho.&nbsp; Quando isso acontecer, sove a massa &agrave; m&atilde;o por cerca de 10 minutos (aprenda como nesse <a class="popup-screen" href="http://www.youtube.com/watch?v=dWj8oHMPFm0" target="_blank">v&iacute;deo</a>). Esse passo &eacute; importante para a estimular a produ&ccedil;&atilde;o de gl&uacute;ten, o composto proteico que faz o p&atilde;o inchar; em outras receitas, como a de ciabatta que dou abaixo, isso n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio.</p>
<div class="imgCaptionRight" style="float: right; "><img class="mt-image-right" style="margin: 10px 0 5px 20px;" src="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/amesa/integral226.jpg" alt="P&atilde;o integral - Foto: Pablo Uchoa" width="226" height="170" />
<p style="width: 226px; color: #666666; margin-left: 20px; font-size: 11px;">P&atilde;o integral: mais saud&aacute;vel</p>
</div>
<p>Deois de sovar o p&atilde;o, a massa perde ar. Modele-a e deixe-a subir por outra meia hora. Pronto, est&aacute; preparada para ir ao forno a 230&deg;C por cerca de 25 minutos (ou at&eacute; voc&ecirc; perceber um som &ldquo;oco&rdquo; quando bater na casca do p&atilde;o). Se quiser uma crosta crocante, pr&eacute;-aque&ccedil;a o forno com uma panela com &aacute;gua. Isso vai criar vapor e permitir o desenvolvimento da crosta. Outra dica &eacute; pr&eacute;-aquecer tamb&eacute;m a sua bandeja de assar - assim a base do p&atilde;o come&ccedil;a a cozinhar logo quando entrar no forno.</p>
<p>Eu acho essa receita b&aacute;sica fac&iacute;lima.&nbsp; E acho sovar a massa do p&atilde;o um passo bem divertido. Mas, se voc&ecirc; n&atilde;o gosta, ficar&aacute; feliz em saber que muitos outros tipos de p&atilde;es n&atilde;o requerem esse procedimento. Esses dois v&iacute;deos (em ingl&ecirc;s, infelizmente) mostram dois superchefs brit&acirc;nicos dando suas dicas de p&atilde;es que n&atilde;o precisam crescer, como o naan indiano e persa, e o pita, do Oriente M&eacute;dio.</p>
<p>No primeiro v&iacute;deo, <a class="popup-screen" href="http://www.youtube.com/watch?v=QehMbTSzxDY" target="_blank">Jamie Oliver</a> sugere usar 1kg de farinha, uma pint (560 ml) de &aacute;gua morna, um sachet (7g) de fermento e um pouco de sal grosso.&nbsp; No segundo v&iacute;deo, <a class="popup-screen" href="http://www.youtube.com/watch?v=PmrgCc7Fswk" target="_blank">Heston Blumenthal</a> &ndash; perfeccionista como s&oacute; ele &ndash; d&aacute; dicas de como reproduzir em casa as condi&ccedil;&otilde;es de um forno tandoori indiano para fazer naan. Ele usa farinha que j&aacute; cont&eacute;m fermento.</p>
<p>Para encerrar, quero deixar uma receita de ciabatta, que modifiquei a partir deste<a class="popup-screen" href="http://www.youtube.com/watch?v=YX_6l2bmvQI" target="_blank"> v&iacute;deo</a> que encontrei na internet. Recomendo porque &eacute; muito f&aacute;cil, mas s&oacute; recompensa os que t&ecirc;m paci&ecirc;ncia para deixar a massa crescer por 18 horas. Quer saber? Vale a pena.</p>
<div class="imgCaptionRight" style="float: right; "><img class="mt-image-right" style="margin: 10px 0 5px 20px;" src="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/amesa/rustico.jpg" alt="P&atilde;o r&uacute;stico italiano - Foto: Pablo Uchoa" width="386" height="217" />
<p style="width: 386px; color: #666666; margin-left: 20px; font-size: 11px;">D&aacute; para fazer p&atilde;es como o ciabatta e o r&uacute;stico (foto) sem sovar a massa</p>
</div>
<p><strong>Ciabatta</strong></p>
<p>* 3 x&iacute;caras de farinha de trigo branca<br />* 1 x&iacute;cara de farinha de trigo integral<br />* 1&frac12; colher de ch&aacute; de sal<br />* &frac12; colher de fermento biol&oacute;gico</p>
<p>Al&eacute;m disso, dissolvi 2 colheres de sopa de a&ccedil;&uacute;car mascavo em 2 x&iacute;caras de &aacute;gua (a 38&deg;C) porque li que isso cria uma crosta mais grossa no p&atilde;o &ndash; e de fato isso aconteceu.<br /><br />Para aprender como manusear a massa, o melhor &eacute; ver o v&iacute;deo. Basta misturar tudo at&eacute; chegar a uma gosma pegajosa, grudenta. Deixe crescer por 18 horas e depois, em vez de sovar, apenas vire a massa sobre si mesma algumas vezes. O p&atilde;o fica bem arejado e leve. O autor do v&iacute;deo usa uma t&eacute;cnica complicada, desnecess&aacute;ria, para modelar o p&atilde;o: eu simplifiquei, modelei direto na bandeja de assar salpicada com farinha de milho. Deixe crescer por mais duas horas antes de levar ao forno: 230&deg;C por 25-30 minutos.<br /><br />&nbsp;A leveza da massa, o sabor intenso da farinha integral, a crosta grossa e crocante, aqueles instintos que p&atilde;o quentinho desperta na gente, tudo isso combinado d&aacute;, como eu dizia l&aacute; em cima, uma baita sensa&ccedil;&atilde;o de liberdade.</p>
<p>Pode acabar todo o estoque de comida da despensa &ndash; carne, frutas, verduras. &Aacute;gua, farinha e fermento &eacute; tudo que se requer. Mais autonomia que isso, s&oacute; com uma planta&ccedil;&atilde;o de trigo no jardim e um moinho para fazer a farinha.</p>
<p><em>* O coment&aacute;rio de um leitor (Guilherme) me levou a testar algumas possibilidades para fazer bons p&atilde;es integrais. Bem, aqui segue uma receita que para mim deu cert&iacute;ssimo: o p&atilde;o ficou macio, fofinho, leve. A t&eacute;cnica &eacute; sovar a massa por pouco tempo, mas de forma mais espa&ccedil;ada. Para duas bisnagas do tamanho de uma ciabatta usei: 20 azeitonas picadas (opcional - eu queria usar azeitona e nozes, mas n&atilde;o tinha nozes em casa; imagino que tomate seco tamb&eacute;m deva ser bom); 2 x&iacute;caras de 240 ml de farinha integral;&nbsp; 1 colher de fermento; 150 ml de &aacute;gua morna. Fiz a massa no processador, como explicado acima. Deixei crescer por 45 minutos. Depois, sovei a massa duas vezes por cerca de dois minutos cada vez, mantendo um espa&ccedil;o de 10-15 minutos entre elas. Foi aqui que eu coloquei as azeitonas picadas - se tivesse colocado no processador, elas teriam desaparecido de t&atilde;o picadinhas. A massa deve ficar bem el&aacute;stica, tipo chiclete. Polvilhei a massa com farinha e enrolei em papel manteiga, desses que v&atilde;o no forno. Cobri a massa, deixei mais uma hora e meia crescendo. Perto da hora de assar, usei minha t&eacute;cnica preferida de criar vapor dentro do forno, a 230 graus e com a bandeja de assar dentro. Com o forno quente, o p&atilde;o foi com papel-manteiga e tudo em cima da bandeja por cerca de 30 minutos. Achei uma &oacute;tima op&ccedil;&atilde;o, por exemplo, para oferecer para uma visita em uma noite de queijos e vinhos.&nbsp;E adivinha como foi que mandei ver?</em></p>]]>
        
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    <title>O rei dos tomates </title>
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    <published>2011-03-04T16:11:44Z</published>
    <updated>2011-03-04T17:20:55Z</updated>


    <summary type="html"><![CDATA[Na semana passada a maravilhosa food writer Joanna Weinberg tocou, no Times, num dos meus assuntos favoritos: tomates. O tema me &eacute; caro porque sou um grande apreciador de tomates. Acho muito dif&iacute;cil imaginar um mundo sem a fruta. E...]]></summary>
    <author>
        <name>Thomas Pappon</name>
        
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        <![CDATA[<p>Na semana passada a maravilhosa <em>food writer</em> Joanna Weinberg tocou, no <em>Times</em>, num dos meus assuntos favoritos: tomates.</p>
<p>O tema me &eacute; caro porque sou um grande apreciador de tomates. Acho muito dif&iacute;cil imaginar um mundo sem a fruta. E n&atilde;o estou s&oacute;, pelo menos sei que os italianos est&atilde;o nessa comigo.</p>
<p>Eles veneram o tomate, e a qualidade superior dos tomates italianos &eacute; incontest&aacute;vel. Se voc&ecirc; visitar a It&aacute;lia, n&atilde;o deixe de parar numa quitanda, comprar tomates - e sal - e com&ecirc;-los em plena rua. &Eacute; outra coisa, acredite.</p>
<p>A Joanna diz no seu artigo, com toda raz&atilde;o, que a melhor chance que muitos no mundo t&ecirc;m de chegar ao tomate italiano &eacute; atrav&eacute;s dos enlatados.</p>
<p>Nada substitui o tomate fresco, mas se a op&ccedil;&atilde;o for um tomate meia boca, talvez seja uma boa mesmo apostar numa lata.<img class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" src="https://bbcbreakingnews.pages.dev/blogs/portuguese/amesa/tomate.jpg" alt="tomate.jpg" width="200" height="350" /></p>
<p>Ela diz que cozinhando os tomates enlatados por v&aacute;rios minutos &ndash; ela cita tr&ecirc;s receitas de molho ao sugo, numa delas os tomates s&atilde;o cozinhados em fogo baixo por duas horas -, &eacute; poss&iacute;vel tirar os resqu&iacute;cios de &lsquo;produto enlatado&rsquo; da fruta.</p>
<p>Para quem mora em Londres, uma boa dica &eacute; sempre comprar latas de <em>plum tomatoes</em> - tomate de formato mais oval, com menos sementes e mais carne, bastante comum nos supermercados (pelo menos aqui em Londres) e apropriado para molhos ou conservas -&nbsp;em vez de <em>chopped tomatos</em> (eu sempre comprei <em>chopped tomatoes</em>, por pura conveni&ecirc;ncia, mas&nbsp;os <em>plum tomatoes</em> s&atilde;o os melhores, mais saborosos).</p>
<p>A Joanna cita tamb&eacute;m o 'rei dos tomates', o tomate de San Marzano, que eu n&atilde;o conhecia. Descobri que &eacute; o tomate preferido por chefs e pizzaiolos para fazer molho &ndash; segundo os puristas, a verdadeira pizza napoletana s&oacute; &eacute; napoletana se for feita com tomate San Marzano.</p>
<p>O San Marzano, que &eacute; um&nbsp;tipo de plum tomato mais alongado, leva o nome de uma pequena cidade perto de N&aacute;poles, na regi&atilde;o da Camp&acirc;nia, no sul da It&aacute;lia, onde o tomate foi desenvolvido, nas encostas de solo vulc&acirc;nico do Ves&uacute;vio.</p>
<p>J&aacute; os San Marzano em lata s&atilde;o caros e dif&iacute;ceis de achar.</p>
<p>Enfim, separei abaixo alguns links muito bons para quem quiser saber mais sobre isso.&nbsp;&nbsp;</p>
<p>V&iacute;deo sobre a produ&ccedil;&atilde;o dos San Marzano(em italiano) <a href="http://www.youtube.com/watch?v=crU_5yLUOHY&amp;NR=1">http://www.youtube.com/watch?v=crU_5yLUOHY&amp;NR=1</a><br />Algumas latas (em ingl&ecirc;s)<br /><a href="http://www.youtube.com/watch?v=a9th_ZJx4W8">http://www.youtube.com/watch?v=a9th_ZJx4W8</a><br />site sensacional, com receitas de molhos em v&iacute;deo (em ingl&ecirc;s)<br /><a href="http://www.sanmarzanotomatoes.org/index.html">http://www.sanmarzanotomatoes.org/index.html</a></p>]]>
        
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